carnívoros de portugal

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carnívoros de portugal

Mensagem  savinti69 em Sex Out 19, 2012 7:14 pm

GENETA



A Geneta Genetta genetta é um carnívoro de médio porte da família dos viverrídeos
o Sacarrabos Herpestes ichneumon. Tem um corpo alongado com 52-60 cm de comprimento, uma cauda comprida com cerca de 45 cm e pesa entre 1-2,2 Kg. As patas são curtas, as orelhas compridas e o focinho afilado. A sua pelagem é em tons de cinzento com 4 a 5 linhas longitudinais de manchas negras em cada flanco. A cauda tem 9-12 anéis negros e termina num pincel de pêlos claros.
Está presente na maioria dos habitats mediterrânicos que lhe proporcionem abrigo e alimentação. Prefere áreas de cobertura vegetal densa, bosques fechados e zonas rochosas, geralmente próximos de pontos de água (rios, ribeiras, albufeiras, lagoas).
MAGUSTO ( SACA RABOS )

O Sacarrabos Herpestes ichneumon é um carnívoro de médio porte castanho-acinzentado
Também conhecido por mangusto, manguço ou escalavardo, tem um corpo alongado e de aspecto fusiforme, o focinho é pontiagudo, as patas são curtas e a cauda vai-se afunilando até à sua extremidade onde se encontra um pincel de pelos mais escuros. Tem uma altura no garrote de aproximadamente 20 cm, pesa 2-3 Kg, e tem um comprimento total de cerca de 90 cm, podendo a cauda chegar aos 50 cm. Na cabeça distinguem-se umas orelhas pequenas e arredondadas e uns olhos côr de âmbar que têm a particularidade de exibir uma pupila horizontal, caso quase único entre mamíferos e que revela hábitos diurnos. Não existe um dimorfismo sexual evidente entre machos e fêmeas embora os primeiros sejam um pouco maiores.
É um típico habitante dos matagais mediterrânicos, com subcoberto bastante denso (o seu focinho pontiagudo facilita-lhe a deslocação neste tipo de habitat) e, em geral, nas proximidades de linhas de água. Geralmente como toca utiliza luras abandonadas de coelhos que alarga com as fortes garras que possui nos cinco dedos.
As crias seguem a mãe em fila-indiana, cada uma com o focinho por baixo da cauda da que a precede, daí o nome sacarrabos (esta maneira peculiar de se deslocarem até levou ao equívoco de lhes chamarem cobra peluda). Também quando caçam em grupo, os sacarrabos apresentam a particularidade de rodearem a presa deixando-lhe poucas hipóteses de escapar.
MARTA

A Marta (Martes martes) é um pequeno carnívoro pertencente à Família dos Mustelídeos, que se assemelha bastante à Fuinha. A pelagem da marta é castanha, densa, macia e a cauda é tufada. Tal como a fuinha, possui uma mancha na zona da garganta. No entanto, ao contrário desta, a mancha é amarelo-alaranjada, não se apresenta dividida ao meio e não se prolonga pelos membros anteriores.

Comparativamente com a fuinha, as patas da marta estão mais adaptadas a uma vida arborícola, sendo as plantas dos pés mais largas e estando cobertas de longos pêlos, especialmente no Inverno. De um modo geral, desloca-se de uma forma mais esbelta, elegante e altiva do que a fuinha.
O comprimento do corpo varia entre os 36 e os 56 cm e a cauda entre os 17 e os 28 cm. Os machos são maiores do que as fêmeas, pesando, respectivamente, entre 1.2 e 2.5 Kg e entre 0.8 e 1.4 Kg.
A marta é uma espécie tipicamente florestal, tanto de zonas planas, como de montanha. Habita florestas de coníferas, florestas mistas, por vezes florestas de folha caduca e montados de Quercus spp. Utiliza também habitats rochosos e arenosos de zonas interiores e pode viver até aos 2000 m de altitude.
Costuma ter as suas tocas em cavidades de árvores (ninhos de rapinas, tocas de esquilos, debaixo de raízes e em cepos) e em fendas entre as rochas. Raramente utiliza edifícios

FURÃO ( TOIRÃO )

O toirão (Mustela putorius) é um pequeno carnívoro pertencente à Família dos Mustelídeos. Tem o corpo alongado e cilíndrico e patas relativamente curtas. A cabeça é pequena e achatada e as suas orelhas são pequenas e arredondadas. A característica morfológica que mais facilmente permite a sua identificação é a sua pelagem. O dorso é castanho escuro, os flancos são claros, o ventre quase negro e a cauda é escura. Possui uma mancha branca à volta da boca e queixo e outra entre os olhos e as orelhas, que têm também a extremidade branca. Para além disto a pelagem é lisa, densa e sedosa, sendo a cauda tufada.

Os machos são bastante maiores que as fêmeas (comprimento do corpo varia entre 30.5 a 46 cm nos machos e entre 29 a 35.5 cm nas fêmeas; a cauda mede em média 14 cm nos primeiros e 12.5 cm nas segundas) e normalmente pesam o dobro destas (machos pesam entre 502 a 1522 g e as fêmeas entre 442 e 800 g).
Tem preferência por zonas húmidas, explorando especialmente o interface terra/água, mas pode frequentar qualquer tipo de habitat que possua as suas presas. A utilização do meio varia essencialmente em função da densidade destas últimas.
Pode escavar o seu próprio abrigo, mas também pode usar antigas tocas de coelho, de raposa ou mesmo de texugo. Também pode refugiar-se em fendas entre rochas. As tocas têm pelo menos uma câmara de dormida e outra de armazenamento de alimento.

ARMINHO

O arminho (Mustela erminea) é um pequeno carnívoro pertencente à Família dos Mustelídeos. É semelhante
à doninha (Mustela nivalis), diferindo desta por ter uma cauda mais longa, pela sua extremidade ser negra e
pela linha que separa o dorso castanho do ventre branco ser sempre rectilínea, ao contrário da doninha em
que é irregular
Tem corpo cilíndrico e alongado, patas curtas, pescoço longo, cabeça achatada e triangular e as suas orelhas
são arredondadas. A pelagem de Verão é castanho arruivada no dorso e creme no ventre, enquanto que no
Inverno é parcial ou totalmente branca, excepto a ponta da cauda (negra). Muda o pêlo na Primavera e no
Outono.
O macho é maior do que a fêmea, variando o comprimento do corpo entre 16 e 31 cm e da cauda entre 9,5
e 14 cm. O peso varia entre 200 e 445 g. Na Península Ibérica o comprimento total parece variar entre os
10 e os 18 cm e o peso entre 130 e 200 g
Habita todo o tipo de biótopos com alguma cobertura vegetal, desde o litoral até à montanha. Vive em
florestas e matos aluviais muito húmidos (próximo de charcos e pântanos), florestas mistas, zonas de
vegetação ripícola e terrenos agrícolas. Utiliza abrigos em buracos de árvores, fendas de rochas e por vezes
as tocas das suas presas (roedores). Está bem adaptado a zonas com neve e nas regiões alpinas vive acima
do nível das árvores (até 3000m)

TEXUGO

É um carnívoro de tamanho médio cuja característica diagnosticante é a presença de duas listas negras que atravessam longitudinalmente a cabeça branca desde as orelhas até quase à ponta do focinho. Pensa-se que estas listas podem funcionar como coloração de aviso. A restante pelagem é grisalha, à excepção das extremidades que são pretas. Este mustelídeo apresenta unhas muito desenvolvidas, especialmente nas patas anteriores, que utiliza para escavar. A cabeça triangular possui orelhas e olhos pequenos, pelo menos proporcionalmente ao resto da cabeça.

Existem vários os indícios que permitem detectar a presença de texugos sendo quase todos inconfundíveis. As suas pegadas têm uma forma arredondada e geralmente apresentam 4 dedos bem marcados assim como as suas unhas desenvolvidas. Os dejectos são depositados em pequenos buracos que eles mesmos fazem no solo, denominados de latrinas, onde podem ser depositados vários dejectos ao longo de muito tempo. As latrinas servem para marcação territorial podendo nelas serem depositadas secreções anais. Estes animais vivem em complexos de tocas – texugueiras - que consistem numa rede de galerias subterrâneas com uma ou várias entradas. As tocas de texugo além de geralmente terem latrinas nas suas proximidades, apresentam grandes quantidades de terra nas entradas provenientes das escavações por eles efectuadas, e por vezes nas suas imediações é possível observar trilhos bem marcados.
A espécie apresenta um dimorfismo sexual pouco acentuado, sendo o macho significativamente maior. O texugo mede entre 67 e 80 cm de comprimento e a cauda entre 11 e 19 cm. Em Inglaterra, os machos pesam em média 12 Kg (há registos de texugos com 18 kg) e as fêmeas 11 kg, variando normalmente o seu peso ao longo do ano (são mais pesados no final do Verão). Em Espanha, os texugos não ultrapassam os 10 kg e os dados existentes em Portugal apontam para uma situação semelhante.

RAPOSA

A raposa-vermelha (Vulpes vulpes) é um mamífero, onívoro, de médio porte, com os pelos geralmente castanho-avermelhados (nos filhotes essa pelagem é castanho-escura, e só depois dos primeiros 6 meses de vida sua coloração se torna igual a dos adultos). É também um dos carnívoros com maior distribuição no mundo. Tem hábitos noturnos e crepusculares (exceto em lugares de pouca movimentação, onde pode ser vista durante o dia), come diariamente, em média, 500g de comida. Caça geralmente animais pequenos como coelhos e lebres, mas seu cardápio pode se estender a roedores, aves, insetos, peixes, ovos, e frutos. Possui cerca de 20 esconderijos para comida e é capaz de se lembrar de todos eles. Caso seja necessário, esse animal pode se alimentar de restos de comida humana e de animais mortos, o que demonstra sua grande capacidade de adaptação.
A raposa-vermelha vive em grupos formados em sua maioria por um macho adulto e várias fêmeas. Vivem em tocas protegidas pela vegetação escavadas por elas mesmas, ou em antigas tocas de coelhos ou texugos abandonadas.
O tamanho das raposas dessa espécie varia de 90 cm a 1,38 m de comprimento, da cabeça à extremidade da cauda. Os machos pesam entre 6 e 10 kg, e, as fêmeas, entre 4 e 8 kg. Possuem orelhas pontiagudas e pretas atrás, focinho fino, cauda espessa, olhos pequenos e triangulares, e patas ovais com garras não retráteis.

GATO SILVESTRE

O gato-bravo (Felis silvestris) é um carnívoro de médio porte pertencente à Família dos Felídeos e é mais robusto e de feições mais rudes que o gato doméstico. A sua pelagem densa apresenta uma coloração variável, podendo ser cinzenta, castanho clara ou, mais raramente, melânica (negra ou quase). Tem umas riscas negras características nos flancos e extremidades e, ao contrário do gato doméstico listado ou malhado, não tem pintas no corpo. A sua cauda é grossa, peluda e relativamente curta, com 3 a 5 anéis largos e negros, sendo a extremidade arredondada e também negra. A cabeça é arredondada e volumosa, com focinho curto e mandíbulas robustas. As orelhas são curtas e arredondadas, os olhos são grandes e geralmente verdes. As patas são curtas e estão dotadas de poderosa musculatura e grande flexibilidade.
O corpo varia entre os 52 e 65 cm de comprimento nos machos e entre 48.5 e 57 cm nas fêmeas. O comprimento da cauda varia entre 25 e 34.5 cm. Os machos pesam em média 5 Kg e as fêmeas 3.5 Kg, não ultrapassando os primeiros 7.7 Kg e as segundas 4.95 Kg. Têm variações sazonais no seu peso, que podem ser de 2.5 Kg nos machos e 2.15 kg nas fêmeas.
De um modo geral o seu habitat preferencial é o bosque caducifólio. No sul da Europa está principalmente associado a matagais mediterrânicos, florestas e bosques caducifólios ou mistos e, marginalmente, a florestas de coníferas. Estudos efectuados sobre a selecção do habitat, inclusivamente em Portugal, revelaram que o gato-bravo tem preferência por bosques associados às linhas de água assim como por pinhais, que parecem ser bons locais de repouso.
Durante o dia refugia-se em buracos de árvores, fendas nas rochas e em tocas abandonadas de texugo, raposa ou coelho. Durante os meses quentes de Verão pode permanecer ao ar livre, procurando o fresco e o refúgio que a floresta lhe oferece.

LINCE IBERICO ( QUASE EXTINTO)

Têm o corpo revestido por pêlos. As suas orelhas caracterizam-se por um tufo de pêlos negros nas extremidades. As partes superiores são cinzentas arruivadas com manchas escuras sobre as costas, flancos e patas. A barriga é branca amarelada e a extremidade da minha cauda é negra. Têm pêlos faciais alongados que se tornam especialmente notáveis no Inverno e que são um importante órgão de tacto.
É uma espécie endémica da Península Ibérica e vive nas áreas montanhosas recônditas, cobertas por bosque e matagal, mas gosta das planícies alentejanas, onde existe caça abundante. Comprimento: 80-100 cm Cauda: 12-16cm Garrote: 40-55 cm
Peso: 8-14 kg
LOBO IBERICO ( QUASE EXTINTO)

Um pouco menor e esguio que as outras subespécies do lobo-cinzento, os lobos-ibéricos machos medem entre 130 a 180 cm de comprimento, enquanto as fêmeas medem de 130 a 160 cm. A altura ao garrote pode chegar aos 70 cm. Os machos adultos pesam geralmente entre 30 a 40 kg e as fêmeas entre 20 a 35 kg.
A cabeça é grande e maciça, com orelhas triangulares relativamente pequenas e olhos oblíquos de cor amarelada. O focinho tem uma área clara, de cor branco-sujo, ao redor da boca. A pelagem é de coloração heterogênea, que vai do castanho amarelado ao acinzentado mesclado ao negro, particularmente sobre o dorso. Na parte anterior das patas dianteiras possuem uma característica faixa longitudinal negra.
O lobo-ibérico vive em alcateia de forte organização hierárquica. O número de animais numa alcateia varia entre os 3 a 10 indivíduos e está composta por um casal reprodutor (casal alfa), um ou mais indivíduos adultos ou subadultos e as crias do ano. A alcateia caça e defende o território em grupo.
Os indivíduos de uma alcateia percorrem uma área vital que varia em tamanho de acordo com as características da região. Em Portugal, as áreas vitais são relativamente pequenas, entre 100 e 300 km². Buscando presas, os lobos podem percorrer entre 20 a 40 km diários dentro do seu território. Essas deslocações ocorrem geralmente à noite.


LONTRA

A lontra tem uma pelagem espessa e brilhante. A cor do pêlo é variável, contudo, apresentam um padrão geral definido: geralmente, o pêlo é castanho-escuro na parte superior, tornando-se progressivamente mais claro nas regiões inferiores. Possuem, por vezes, uma mancha clara na garganta (creme ou mesmo branca), por baixo do queixo ou lábio inferior, de dimensão e forma variáveis, que permite o reconhecimento individual. Esta pelagem, é constituída por duas camadas de pêlos: a interna, impermeável, constituída por uma densa camada de pêlos (de 10–15 mm), que captura pequenas bolhas de ar, isolantes, e permanece seca enquanto o animal mergulha, e uma camada externa, também impermeável, cuja eficácia é comprovada pelo facto de não existirem diferenças de peso apreciáveis entre indivíduos secos e indivíduos molhados.
A lontra possui um corpo alongado, fusiforme e muito flexível, que lhe confere grande hidroninamismo. O pescoço é curto, embora largo e a cabeça é achatada, provida de pequenas orelhas. Os olhos são pequenos e estão deslocados para a parte superior da cabeça, não apresentando uma posição lateral como em muitos mustelídeos. A localização das orelhas, nariz e olhos, na parte superior da cabeça, permite que os mesmos se mantenham fora de água quando a lontra nada à superfície. A linha superior do rhinarium (nariz), preta e sem pêlos, forma um ‘W’. No focinho encontram-se longos pêlos sensoriais (de aproximadamente 25 cm), as vibrissas, que parecem ter uma função na detecção de presas dentro de água.
A cauda, cujo comprimento é um pouco maior que metade do comprimento total do corpo e da cabeça, é ligeiramente achatada horizontalmente, larga e forte na base e mais pontiaguda na extremidade, que funciona como leme quando o indivíduo está a nadar. As patas possuem palmas e cinco dedos muito separados, entre os quais existe uma forte membrana interdigital. As garras são pequenas e não retrácteis.
Inferiormente em relação à base da cauda, existem duas glândulas anais, cuja função exacta não é, ainda, bem conhecida, mas que se julga estar relacionada com a marcação olfactiva.
A espécie apresenta um dimorfismo sexual pouco acentuado, sendo o macho maior. O macho atinge, em média, 120 cm de comprimento (dos quais 45 cm correspondem à cauda) e entre 8 e 16 kg de peso. A fêmea, por sua vez, pode atingir um comprimento de cerca de 105 cm e pesa entre 6 e 12 kg. Pode ter ate 20 filhos
Associada a zonas húmidas, podemos encontrar a lontra em águas continentais (como rios, ribeiras, pauis, lagos e albufeiras), em estuários, e, também, nalguns pontos do litoral marinho. Vales remotos e sossegados, praias desertas rodeadas por costas rochosas escarpadas ou, ainda, lagoas de altitude são locais de potencial ocorrência da lontra.
Estes animais constroem as tocas e abrigos nas margens, apresentando uma abertura subaquática e uma de ventilação. Muitas vezes, aproveitam tocas abandonadas por outros animais ou troncos e sistemas radiculares de grandes árvores, criando um sistema de “galerias”, com várias entradas, uma subaquática e outras com abertura para o solo.
No litoral marinho, utilizam a vegetação, que envolve os pequenos cursos de água que desaguam na praia, e as falésias, como locais de abrigo e até mesmo de criação.

ouriço cacheiro

O Ouriço-cacheiro Erinaceus europaeus é um mamífero pertencente à ordem Insectivora e à família Erinaceidae. A sua identificação não levanta qualquer tipo de problemas, pois trata-se do único mamífero da nossa fauna que apresenta o corpo coberto por espinhos (cerca de 6 mil), que não são mais que pêlos modificados. Estes pêlos bastante aguçados têm entre 2 e 3 cm e cobrem o animal no dorso e flancos. O ventre, castanho-acinzentado, está coberto de pêlos. Quando se sente ameaçado, enrola-se sobre si próprio, escondendo as suas pequenas patas e as áreas desprovidas de espinhos, transformando-se numa “bola com picos”, bastante difícil de penetrar. Os espinhos possuem anéis alternadamente claros e escuros (com uma banda preta na ponta), que fazem variar a cor dos indivíduos entre o amarelado e o castanho. A cabeça distingue-se facilmente do resto do corpo, os olhos são grandes, as orelhas são relativamente pequenas e possui uma cauda rudimentar.
Não existe dimorfismo sexual entre machos e fêmeas. O comprimento do corpo varia entre 20 e 35 cm e a cauda entre 10 e 20 cm. Os animais adultos pesam em média 700 g, podendo este valor variar entre 400 e 1200 g. Um animal que não possua, pelo menos, entre 500-600 g terá dificuldade em sobreviver ao período de hibernação.

águia-cobreira

É uma águia de cor muito clara, com asas muito compridas. Tem um comprimento de 66 a 70 cm, envergadura de asas de 160 a 180 cm e pesa de 1,7 a 1,9 kg. Como na maioria das rapaces, a fêmea é maior que o macho.
O dorso é castanho acinzentado e tem as supra-alares claras e as rémiges escuras. As asas abertas apresentam as junções carpais pronunciadamente projectadas para a frente, mostrando toda a face inferior branca e listrada de preto. Apresenta uma cabeça grande, semelhante à dos mochos.
Pode ser confundida com a águia-pesqueira, a única águia europeia igualmente clara. Esta porém tem a cabeça pequena e a parte inferior branca.
Quando paira, mantém as asas horizontais ou levemente levantadas. As asas apresentam a parte interior levantada, a parte exterior baixada e os "dedos" (remiges da ponta das asas) muito flectidos para cima. Peneira com frequência.
Alimenta-se principalmente de répteis, especialmente cobras (de onde o seu nome), mas também lagartos. Ocasionalmente caça pequenos mamíferos até ao tamanho de um coelho e raramente aves e grandes insectos.
Emite com frequência um silvo melancólico e melódico.
Põe apenas um ovo e pode viver até 17 anos.
Tem vindo a sofrer um rápido declínio em número e área de distribuição na Europa e é agora rara em muitos países devido às práticas da agricultura, necessitando de protecção

águia-calçada

A águia-calçada (Aquila pennata) é a águia mais pequena que ocorre em Portugal. Mede entre 45 e 53 cm de comprimento e 110 – 135 cm de envergadura. Existem dois tipos de coloração nesta espécie: uma forma clara, em que os indivíduos apresentam o corpo, cauda e a maior parte das asas ventralmente brancos, exceptuando as penas primárias de cor preta, e uma forma escura em que os indivíduos apresentam coloração castanho-escura com as penas primárias pretas e a cauda clara na face ventral. Esta espécie apresenta, em ambas as formas, uma pequena mancha branca nas áreas frontais da inserção de cada asa no corpo. Os tarsos são completamente cobertos por penas, o que terá dado origem ao seu nome comum. As fêmeas são maiores do que os machos.
Habita e nidifica em zonas florestais, preferencialmente em montados de sobreiro e pinheiro intercalados com clareiras e zonas abertas.
águia-pesqueira

É uma espécie de ave de rapina de porte médio, com cerca de 57 cm de comprimento, 2 metros de envergadura e chega a pesar 2,1 quilos. Ela é caracterizada por ter a cabeça e partes inferiores brancas, partes superiores do corpo pardo-anegradas, asas longas e estreitas com mancha negra, penas nucais eriçadas e cauda curta. As patas são cinzento-azuladas e o bico é preto e enganchado.
Vista de longe, a sua silhueta pode ser confundida com a de uma gaivota, devido à configuração das suas asas, ligeiramente arqueadas enquanto plana. Outras aves com que pode ser confundida, embora tenha grandes diferenças, são a águia-cobreira (Circaetus gallicus), a águia-de-bonelli (Hieraaetus fasciatus) e a águia-calçada (Hieraaetus pennatus). Esta confusão apenas poderá ocorrer devido às partes inferiores destas aves serem esbranquiçadas.
Trata-se de uma espécie de hábitos muito solitários, embora haja registos de ocorrências de bandos, mais ou menos dispersos. Nas zonas de pesca, normalmente bastante afastadas do ninho, toleram a presença de outros indivíduos, chegando a registar-se uma concentração de 25.
Geralmente, a águia-pesqueira é teimosa. Apenas na época de reprodução se verifica uma variedade de chamamentos e assobios na zona de nidificação. O casal é, normalmente, monógamo e a ligação dura uma estação.

peneireiro-vulgar

Este é um falcão bastante regular em ambientes urbanos,
facilmente reconhecível pela sua capacidade de pairar
enquanto procura as suas presas.
Este falcão de tamanho médio apresenta as asas pontiagudas e
cauda comprida, e bico curto e forte, típicos da maioria das
espécies deste grupo. A cauda do peneireiro-vulgar é um pouco
mais comprida que a dos seu congéneres, dando-lhe um aspecto
mais estilizado. Existem diferenças em termos de plumagem e
dimensões entre os machos e as fêmeas desta espécie, sendo a
última de dimensões maiores e menos colorida. A fêmea e o
macho possuem o dorso cor de ferrugem, bastante sarapintado de
preto, com a ponta das asas escuras. A cauda da fêmea é barrada,
enquanto que o macho apresenta a cauda e a nuca lisas
cinzento-azulado, contrastando bastante com a tonalidade do
dorso. O peito do macho é menos barrado, parecendo mais liso
que a fêmea.Espécie comum em Portugal Continental, mais abundante em
zonas agrícolas e nas imediações de aglomerados urbanos. O
peneireiro-vulgar é um falcão residente pelo que se observa
durante todo o ano.


falcão-peregrino

O falcão peregrino é uma ave de médio porte, corpo compacto, pescoço curto e cabeça arredondada com grandes olhos negros. Na Península Ibérica, o comprimento do falcão peregrino varia entre os 40 e os 50 cm, o peso médio de um macho adulto rondará as 600 gramas e o de uma fêmea anda à volta das 900 gramas.
A perfeita e rápida locomoção no ar deve-se a diversas adaptações. Sendo uma ave, o seu corpo é revestido com penas, que têm origem na epiderme, as quais têm uma função isoladora e são impermeáveis. No geral, as penas apresentam uma cor azul-acinzentada com listas escuras, sendo as das asas rígidas e as restantes bem justas ao corpo. Na cabeça têm uma coroa preta, a cauda tem pontas brancas e a sua barriga esbranquiçada apresenta pintas. As asas apresentam uma envergadura entre os 80 e os 115 centímetros. A sua cauda é curta, ao contrário das suas asas que são longas e ponte agudas, e as patas estreitas e longas. Todo o seu corpo se encontra bem adaptado às suas performances de voo.
Nidifica em arribas marítimas, também em ilhas rochosas ou em precipícios em zonas montanhosas, e ao longo de vales de rios. Dado a sua adaptabilidade, e em situações sem perturbação, encontra-se por vezes em estruturas altas e inacessíveis construídas pelo Homem , como torres, ruínas, antenas e pontes. Evita zonas com intensa actividade humana, ou florestas densas, pântanos com vegetação densa, extensas áreas de planície e zonas agrícolas, e áreas cobertas e extensas de água. No Inverno o Falcão-peregrino está associado a zonas abertas com abundância de presas. Dormem de noite em sítios abrigados, em superfícies rochosas, e às vezes recorrem também a árvores
Antes da postura, o casal dorme junto no penhasco escolhido para nidificar e durante a incubação o macho dorme noutro lugar

mocho-galego


É um animal de hábitos marcadamente nocturnos, embora, quando as condições o permitam, seja comum observá-lo durante o dia ou crepúsculo, sendo uma das espécies de Strigiformes mais avistadas durante o dia. Encontra-se entre as espécies menores desta ordem de aves, atingindo em média 23 a 27,5 cm de comprimento, não havendo divergência entre sexos.
Distribui-se por toda a Europa, grande parte da Ásia e Norte de África. É uma espécie bastante comum na sua área de distribuição.
De carácter oportunista, na dieta deste animal estritamente carnívoro (assim como todos os restantes mochos e corujas) figuram os mais variados tipos de presa: desde invertebrados terrestres, anfíbios, répteis, outras aves, e até mesmo animais atropelados em vias rodoviárias, de entre outros.
É uma espécie sedentária, com preferência para zonas de planície e vegetação baixa, embora seja uma espécie com bastante polivalência em relação a este aspecto, sendo observada nos mais diversos tipos de habitat, incluindo zonas urbanas.
Habitualmente constrói o ninho em tocas nas árvores ou rochedos. As fêmeas depositam 3 a 5 ovos, cujas crias nascem após 28 dias de incubação
coruja-do-nabal

A Coruja-do-nabal (Asio flammeus) está incluída na ordem Strigiformes, família Strigidae. É uma ave de rapina nocturna de tamanho médio, com cerca de 40 cm de comprimento e pesa entre 250 e 400 g. Quando se observa poisada (muita vezes no chão ou sobre um arbusto baixo) é fácil de reconhecer pela sua postura algo horizontal. Tem umas “orelhas” (tufos de penas) muito curtas, quase invisíveis. A plumagem é de tons acastanhados, fortemente malhada, e a face apresenta olhos muito amarelos, rodeados por uma mancha negra, que a tornam inconfundível. Em voo é difícil de distinguir do Bufo-pequeno (Asio otus), mas apresenta tons mais claros, sobretudo no peito e ventre. Entre nós esta coruja é muito silenciosa, e por isso o canto não constitui uma característica útil na sua identificação. Esta coruja mostra uma clara preferência pelos grandes espaços abertos, evitando bosques e zonas humanizadas. É mais abundante nas várzeas e lezírias junto a grandes zonas húmidas litorais, frequentando sapais, salinas, caniçais, terrenos alagadiços, pastagens com valas, arrozais e outros campos agrícolas. Outras áreas de invernada localizam-se nas zonas cerealíferas do Alentejo. Durante as migrações também surge com alguma regularidade em escarpas litorais.

Peneireiro-cinzento

O peneireiro-cinzento (Elanus caeruleus) é uma ave de rapina pertencente à família Accipitridae.
Tem um comprimento aproximado de 33 cm e envergadura de 78 cm. Tem a cabeça especialmente grande e projectada para a frente, face branca e máscara preta em torno dos olhos. Asas longas e com "dedos", ao contrário do peneireiro-vulgar. O adulto tem o dorso cinzento claro, as supra-alares pretas, a parte inferior toda branca e a ponta inferior das asas preta. Quando pousado, visto de frente, parece completamente branco. O juvenis tem a parte superior manchada de castanho mas já apresenta as asas cinzentas.
Habita espaços abertos e semi-desérticos, especialmente na África sub-saariana e Ásia tropical, mas aparece com regularidade na Europa e em especial na Península Ibérica. Faz o ninho em árvores.
Caça pequenos mamíferos, aves e insectos.

Milhafre-preto

O milhafre-preto mede cerca de 55 cm de comprimento e 135–155 cm de envergadura, para cerca de 1 kg de peso. A plumagem é de cor castanha, de tom mais escuro na parte superior das asas, e mais claro na região ventral. Não há dimorfismo sexual evidente mas os machos são em geral menores que as fêmeas. Como em todos os accipitrídeos, o bico é recurvado e está adaptado a um modo de alimentação carnívoro. Esta ave vive de forma solitária ou em casais.
A época de reprodução varia bastante com a zona habitada pela espécie, sendo observada na Primavera das regiões temperadas e na estação seca das regiões quentes e tropicais. O ninho é construído numa zona elevada, que pode ser uma árvore, uma escarpa ou mesmo um edifício, ou aproveitado de outras espécies. Em áreas urbanas, o milhafre-preto costuma forrar o ninho com sacos de plástico ou outros materiais isolantes descartados pelo Homem. Cada postura contém 2 a 3 ovos, incubados ao longo de 26 a 38 dias. As crias recebem cuidados parentais de ambos os progenitores e tornam-se independentes com cerca de dois meses. A maturidade sexual é atingida por volta do ano e meio de vida.
O milhafre-preto é uma ave predadora que se alimenta de pequenos mamíferos, em particular roedores, e anfíbios, mas com características de oportunista alimentar que varia a dieta de acordo com a localização geográfica e época do ano. Esta ave adaptou-se bastante bem à presença humana e pode ser observada em cidades, onde caça pombos e ratos e procura alimento nas lixeiras. O milhafre-preto é ocasionalmente necrófago, aproveitando os cadáveres de outros animais mortos em estradas.
O milhafre-preto não se encontra actualmente em risco de extinção e é uma das aves de rapina mais comuns, mas é sensível a factores como a poluição de águas ou uso de pesticidas.

Milhafre-real

Pela lei do menor esforço
O milhafre real, que é o milhafre comum europeu, gostaria mais de dormir ao sol ou à sombra de uma árvore do que voar; dormindo, ele faz menos esforço do que voando. Mas ele pode voar bem e até rapidamente; sobe a grandes altitudes e fica planando, com as asas imóveis. Sua dieta é variada. Ataca presas vivas, mas prefere carniça, que é mais fácil de achar. O milhafre real procura os ninhos já prontos. Mas, se for preciso, ele construirá seu ninho em alguma árvore, alta e isolada. O macho recolhe galhinhos, capim seco, musgo, pedaços de papel, trapos e lã; a fêmea faz o ninho. Em março o casal executa graciosos vôos nupciais.
Em abril ou maio a fêmea põe 2 ou 4 ovos durante três dias. Choca-os sozinha durante 28 a 30 dias; os ovos não se abrem todos ao mesmo tempo. O macho junta alimento e a fêmea cuida da ninhada. Os filhotes deixam o ninho depois de 40 a 54 dias, mas voltam para comer ainda por mais um mês. Essa ave de rapina de hábitos diurnos é habitante das florestas, planícies e vales da Europa central e meridional e norte Peso: até 1,2 kg Envergadura: 1,5 m Cauda bifurcada

Águia-sapeira

Tem 42 a 56 cm de comprimento com uma envergadura de asas de 115 a 140 cm. É um tartaranhão grande, massivo, com asas amplas e cauda comprida. O macho é castanho-avermelhado com cabeça e margens anteriores das asas castanho claro, quase amarelas. Em voo é notável a cauda cinzenta e uma grande zona cinzenta na parte interior das asas. A ponta das asas é preta. As fêmeas são todas castanhas escuras, apresentando apenas a coroa e o bordo anterior das asas cremes. Os juvenis apresentam uma coloração semelhante às fêmeas, por vezes sem os ombros cremes.
Existe uma forma rara melanística com plumagem muito escura, que ocorre principalmente a leste da área de distribuição.
O início da época de acasalamento varia de meados de Março a princípios de Maio. O ninho é feito de paus, caniços e ervas. É construído normalmente numa base de caniços mas por vezes também em terrenos aráveis. Põem geralmente três a oito ovos por ninhada. Os ovos são brancos com uma ligeira coloração azulada ou esverdeada. São incubados durante 31-38 dias e as crias voam ao fim de 35-40 dias. Os machos acasalam frequentemente com duas ou por vezes três fêmeas. Os casais ficam unidos normalmente por uma só estação mas por vezes permanecem juntos durante vários anos.

Águia-caçadeira

O tartaranhão-caçador ou águia-caçadeira (Circus pygargus) é uma ave pertencente à família Accipitridae.
É uma espécie migradora que inverna em África e está presente em Portugal durante a Primavera e o Verão. Os seus ninhos são construídos no chão, muitas vezes no meio das searas, sendo frequentemente destruídos por máquinas debulhadoras durante o mês de Junho. Em alguns países, por exemplo, nos Países Baixos, depois do tartaranhão-caçador ter praticamente desaparecido do país nos anos 80, mudanças ao nível da intensidade agrícola permitiram uma rápida recuperação da espécie chegando a ser razoavelmente comum nas zonas rurais. Um dos grandes problemas entravando a plena recuperação da espécie na Europa parece ser a caça que lhe é movida durante a migração por caçadores das zonas circundantes ao Mediterrâneo [1].
O tartaranhão-caçador prefere uma dieta de rato silvestre ou camponês (microtus arvalis), sendo que à falta deste o substitui essencialmente por lebre (lepus europaeus), laverca (alauda arvensis) e alvéola-amarela (motacilla flava)[1].

Tartaranhão-cinzento

O macho é menor do que a fêmea, possuindo comprimento médio de 40 cm, enquanto que a fêmea chega a 50 cm. Tanto o macho como a fêmea possuem um colar de penas ao redor do pescoço, que quando eriçados fazem a cabeça parecer maior.
Alimenta-se de pequenos pássaros, filhotes, sapos, pequenos mamíferos, lagartixas, répteis e insetos que são avistados durante o vôo.Come a presa no solo escondido entre a vegetação.
Constrói o ninho sobre a vegetação de brejo, bordas de regiões pantanosas ou dentro delas, entre os juncos e a 10 cm do nível d'água, no início de outubro. O ninho é forrado de vegetais macios e plumas, a fêmea coloca 3 a 4 ovos de cor azul-pálido com tamanho médio de 46mmx35mm.
Bútio-vespeiro

O Bútio-vespeiro ou falcão-abelheiro (Pernis apivorus) é uma ave de rapina diurna de tamanho médio, com um comprimento entre 51-58 cm e uma envergadura compreendida entre 125-145 cm. A parte superior é geralmente castanho-escura, a inferior com tonalidade mais clara (até ao branco), com listas castanho-arruivadas ou mesmo cor de café muito escuro. A cauda é longa e tem várias barras, as patas são amareladas e íris castanho-acinzentada nos jovens e amarelo-avermelhada nos adultos, as penas primárias nos adultos são negras muito destacadas do resto, enquanto que nos jovens as primárias são mais curtas, mas com rémiges mais densamente listadas em relação ao individuo adulto, por outro lado têm cauda de menor tamanho. A plumagem é idêntica em ambos os sexos, mas diferenciam-se em tamanho, sendo a fêmea de maiores dimensões.
Habita áreas compostas por manchas florestais, entrecortadas por terrenos de pousio ou culturas de sequeiro. No norte a espécie frequenta zonas de carvalhos e pinheiros-de-casquinha, no centro está associado a carvalhos e pinheiros-bravos e no sul utiliza sobreiros e pinheiros-bravos Os ninhos, desta espécie são instalados em árvores de grande porte. O bútio-vespeiro só faz normalmente uma postura, composta por dois ovos, e a incubação dura 30 a 35 dias. As crias estão aptas a voar ao fim de 40-44 dias. Não há muita informação a respeito da reprodução desta espécie em Portugal, sabe-se que no Alto Alentejo, as paradas nupciais têm inicio em Maio e algumas crias podem permanecer no ninho até finais de Agosto , A sua alimentação é constituída essencialmente por ninhos, larvas e adultos de vespas e abelhas, motivo pelo qual possuem as narinas em forma de fenda. A sua dieta pode incluir também outros insectos, repetis, pequenos mamíferos, crias e ovos de outras aves. Em Portugal a sua dieta é constituída essencialmente por vespas sendo complementada por lagartixas e rãs
Açor

É um ave de rapina diurna, parecida com o falcão, com um comprimento de aproximadamente 50 cm, cor preta e ventre branco com manchas pretas; asas e bico pretos, cauda cinzenta, manchada de branco e pernas amareladas. Era muito apreciado antigamente em falcoaria. Esta ave caça outras aves menores e pequenos mamíferos confiando no efeito surpresa, aproveitando posições elevadas para o efeito. São predadores oportunistas e as suas principais presas são esquilos, galináceos, piciformes, como pica-paus, e pássaros.

Águia-d'asa-redonda

Tem tipicamente entre 51-57 de comprimento e 110 a 130 cm de envergadura de asas. A sua plumagem é de cor diversificada, de indivíduo para indivíduo e conforme a estação do ano. Os adultos passam uma fase em que apresentam a parte inferior do corpo e asas mais clara, podendo ser quase branca. É notável uma característica banda transversal branca no peito e manchas escuras nas juntas carpais. A cauda apresenta quase sempre listras transversais. Cabeça pequena e cauda curta.
Habita a floresta e caça habitualmente em campo aberto, preferindo áreas arborizadas com clareiras e zonas pantanosas ou de charneca.
Habita a maioria da Europa e parte da Ásia, sendo a mais comum das grandes rapaces nas sua área de distribuição. É uma ave residente exceptuando nas partes mais frias da sua área de distribuição, tal como na Escandinávia.

Águia-imperial

A sua plumagem é parda muito escura em todo o corpo, excepto nos ombros e parte superior das asas, de cor branca. A nuca é ligeiramente mais pálida que as outras partes do corpo, e a cauda mais escura, sem faixas claras ou linhas brancas como na águia-imperial-oriental. No caso dos indivíduos subadultos, estes são pardos avermelhados, sem diferenças de coloração, e não desenvolvem a plumagem dos indivíduos até aos 5 anos de idade, ao mesmo tempo que atingem a maturidade sexual. O tamanho médio dos adultos é de 80 cm de altura e 2,8 kg, se bem que as fêmeas, maiores que os machos, possam chegar aos 3,5 kg. A envergadura varia entre os 1,9 e 2,2 m.
Habita em áreas de sobreiros e azinheiras esparsos, com pradarias próximas. A base da sua alimentação é constituída por coelhos, que caçam solitárias ou em parelha. Também depreda sobre lebres, pombos, corvos e outras aves, e em menor escala raposas e pequenos roedores, podendo alimentar-se ocasionalmente de carne de cadáveres. As capturas são consideravelmente menores que as da águia-real, dado que as garras da imperial não são tão fortes como as da real.
Ao contrário da águia-imperial da Eurásia e África oriental, a espécie ibérica não emigra. Cada casal defende a sua zona de caça e reprodução (uns 2000 hectares) durante todo o ano.

Águia-real

A águia-real (Aquila chrysaetos) é uma ave de presa de grandes dimensões, apresentando uma envergadura de ponta a ponta das asas situada entre 2,05 e 2,20 m. A uma distância de observação superior a 500 m, as aves adultas parecem ser uniformemente escuras, contudo, observada de perto é visível uma banda de cor mais clara na base da asa, verificando-se o mesmo na cauda. Na parte superior, destacamos uma banda mais clara nas coberturas das asas. Os juvenis e os imaturos apresentam uma banda de cor branca nas asas e na cauda, tanto no lado superior como no inferior. Todos os indivíduos apresentam a nuca e a coroa mais claras, variando do amarelo até ao castanho mais claro. Espécie que essencialmente nidifica em habitats rupícolas (rochosos), no entanto, se estes meios escassearem pode construir os seus ninhos em árvores. Na Península Ibérica aproximadamente 90% dos casais constroem os seus ninhos em meios rupícolas. Pode nidificar desde o nível do mar até altitudes superiores aos 2000 metros. Contudo, na Península prefere claramente as áreas montanhosas e com menor pressão humana. Alimenta-se de mamíferos, aves e répteis de tamanho médio, podendo recorrer de igual modo a animais mortos. Na maior parte das situações, as principais presas consumidas são coelhos, lebres e várias espécies de galiformes. Captura com alguma frequência outras espécies de predadores, como raposas ou genetas. Geralmente, captura as suas presas no solo, caçando preferencialmente em áreas abertas, evitando zonas muito arborizadas.

Águia de Bonelli ou Águia-perdigueira

A águia-de-bonelli ou águia-perdigueira (Hieraaetus fasciatus ou Aquila fasciata) é uma ave pertencente à família Accipitridae.
Esta ave de rapina, devido a ser uma espécie em perigo de extinção, foi classificada em Portugal com o estatuto de conservação "raro" (Livro vermelho dos vertebrados de Portugal continental) e na União Europeia com o estatuto de conservação prioritário.
Tem um comprimento de cerca de 60 cm e envergadura de asas de 165 cm.
Habita normalmente regiões montanhosas, onde pode ser avistada a pairar, geralmente aos pares. A sua silhueta em voo é facilmente confundida com a águia-real, mas distingue-se por ter as guias mais curtas e a cauda mais longa e direita.
São predominantemente residentes, mas alguns indivíduos migram para zonas mais quentes no inverno.

Francelho

Pequeno falcão migratório que apresenta dimorfismo sexual a nível da plumagem. Os machos apresentam tons azulados na cabeça, cauda e asa, dorso de cor castanho intenso e peito bege com pintas negras. A fêmea e os juvenis têm dorso castanho avermelhado, salpicado de preto; cauda com faixas preto acastanhados bem demarcadas. No fim do primeiro ano de vida já se diferenciam fêmeas e machos.
É semelhante ao peneireiro-vulgar (F. tinnunculus) distinguindo-se por o peneireiro-vulgar possuir o dorso colorido, ser maior e nidificar em árvores Dimensões: 29-32 cm de comprimento Envergadura: 58–72 cm de comprimento Peso: Até 200 gramas
Esmerilhão

É o falconídeo mais pequeno da região paleártica ocidental. Chega a medir até 33 cm de comprimento. Apresenta um claro dimorfismo sexual. Possui a silhueta de um falcão de pequenas dimensões. Enquanto a fêmea e os juvenis são bastante semelhantes, com o peito barrado sobre fundo branco, e dorso acastanhado escuro, o macho apresenta barras pequenas no peito, em fundo alaranjado e dorso cinzento-azulado. Alimenta-se essencialmente de pequenas aves complementando ocasionalmente a sua dieta com insetos ou pequenos mamíferos, répteis e anfíbios, em particular enquanto jovem[1].
É um dos melhores caçadores entre as aves de dimensão comparável, com uma percentagem de sucesso dos seus ataques entre os 5% e 10%. O método de caça é geralmente o de assustar possíveis presas escondidas entre a vegetação sobrevoando o território em voos baixos e bastante rápidos, após o que as captura seja em voo picado, seja, no caso das aves, perseguindo-as em voo. É relativamente comum ver casais de esmerilhão a darem caça a uma presa em conjunto.

Ógea

A ógea (Falco subbuteo), é um falcão pequeno e delgado. É uma espécie migradora que ocorre por toda a Europa e Ásia, invernando em África.
Os adultos apresentam a parte superior de cor cinza ardósia, o ventre castanho amarelado com riscas longitudinais e um colar branco. Quando observados de perto, podem ver-se as "calças" e as coberturas infracaudais vermelho-ferrugem. Não existe grande dimorfismo sexual, mas os juvenis são geralmente mais acastanhados.
É uma ave de campos abertos, como charnecas, taigas, savanas. Frequente em terras baixas com pequenas matas.
É uma ave de rapina elegante, exibindo em voo uma forma de foice, com asas bicudas e cauda rectangular. Captura grandes insectos, tais como libelinhas, que são agarrados com as patas e comidos em voo. Captura também pequenas aves em voo. A sua velocidade e destreza acrobática permite-lhe capturar andorinhas e mesmo andorinhões em voo, e as andorinhas-das-chaminés e dos-beirais emitem um alarme específico para as ógeas.
As ógeas nidificam em ninhos abandonados de corvos e de outras aves, pondo 2 a 4 ovos.

Falcão-da-rainha

Falcão-da-rainha é uma ave de rapina veloz e ágil que nos anos oitenta do século passado foi considerada extinta como reprodutora em Portugal. No entanto, no final do Verão e no início do Outono, quando acontece a migração, o elegante falcão passa pelo território português e pode ser avistado em zonas costeiras como na península de Sagres e no cabo de São Vicente (Algarve) e, mais raramente, no cabo Espichel e na lagoa de Santo André (Santiago do Cacém, Alentejo).
Também conhecida como falcão-de-eleonor, esta ave, considerada nativa de Portugal pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), nunca foi muito abundante (como nidificante) no País. "Na década de 80, havia uma colónia com cerca de dez casais, nas falésias, próximo da Ericeira, mas terá sido destruída nessa altura", conta ao DN Domingos Leitão, da SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves).
Sendo uma espécie costeira, enquanto reprodutora, a ave de rapina foi afectada pela pressão humana exercida sobre o litoral, nomeadamente no que respeita ao turismo, que lhe retirou os locais de nidificação. O lugar mais próximo de Portugal onde esta espécie de falcão ainda nidifica é nas ilhas Baleares, em Espanha.
A dieta alimentar do falcão-da-rainha é constituída maioritariamente por grandes insectos, entre eles as libelinhas, as borboletas, as cigarras e os gafanhotos. Mas desde o final de Julho e até Outubro passa a alimentar-se quase exclusivamente de pequenas aves como as cotovias, as andorinhas e as petinhas.
A característica mais peculiar desta espécie rara de falcões é o facto de atrasar a sua época de reprodução - começa em Julho, bastante mais tarde quando comparada com as outras aves migratórias, que se reproduzem na Primavera. O falcão-da-rainha atrasa a reprodução para que a altura em que os juvenis precisam de alimento coincida com o influxo de aves migratórias que voam sobre o Mediterrâneo e, desta forma, dispor de mais mantimento para si e para as suas crias.
Depois da reprodução, o falcão-da-rainha, de tamanho médio, cor escura, asas e cauda compridas, migra para a África continental e para a ilha de Madagáscar, onde passa o Inverno. Retoma uma dieta alimentar baseada em grandes insectos. Surge no Mediterrâneo em Abril.

Alfaneque

Envergadura: 90 a 115 cm.
Tamanho (altura): 38 e 50 cm.
Peso: 500-600 g Masculino. Feminino entre 700 a 900 g.
Postado: 3 a 4 ovos.
Período de incubação: 30 a 35 dias.
Primeiro voo: 30 - 35 dias.
Alimentação: Pequenos pássaros, insetos, sapos, lagartos e pequenos mamíferos.

Gerifalte

Com mais de 60 cm de altura e com aproximadamente 1,6 kg de peso, o falcão-gerifalte (Falco rusticolus) é um dos maiores falcões. Ataca aves como galos-selvagens apanhando-os de surpresa. A cor de suas penas varia de cinzento a branco e os exemplares adultos mais belos são os que possuem pequenos pontos castanhos na cauda e asas, semelhantes a letras. Estes falcões chamam-se "letrados". Nos filhotes a penugem é marrom.

Coruja-das-torres

Coruja-das-torres é uma espécie que pertence a família dos titonídeos, também conhecida pelos nomes de coruja-da-igreja, coruja-branca, coruja-católica e rasga-mortalha. Habitam em diversos lugares do mundo, em geral, em todos os continentes exceto a Antártica, gostam de lugares abertos e de climas que variam de temperados aos tropicais. Mede cerca de 25–45 cm de comprimento, com uma envergadura de cerca de 75-110 centímetros. A forma da cauda é uma maneira de distinguir a coruja-das-torres de verdade quando vista em voo, como os movimentos são oscilantes e abrir das pernas balançando as penas. O rosto com a sua forma peculiar e os olhos negros dâo à ave voando uma aparência estranha e surpreendente, a crista de penas acima do bico se assemelha a um nariz.[1]
Seu peso varia de 250 a 700 g., as fêmeas são geralmente 25% maiores que os machos, podem viver até 10 anos em ambiente selvagem, a Coruja-das-torres mais velha conhecida vivia em cativeiro na Inglaterra e ja havia completado 25 anos quando deixou de por ovos. É uma ave de médio porte, com cores castanho-claro e manchas pretas nas costas e parte de trás da cabeça, além de pequenas e finas manchas pretas ou marrom escuras espalhadas por todo o corpo exceto na parte interna das asas (parte "de baixo"). Seu peito, e toda parte inferior do corpo, tal como a área interna das asas são de cor branca, podendo também apresentar-se na cor branco-acinzentado ou branco amarelado. A plumagem é suave e densa, com delicadas extremidades nas asas para abafar o som produzido pelas mesmas ao se moverem. As asas são redondas nas bordas e tem curvatura bastante suave, medem em média 107 cm em membros adultos. As linhas lacrimais seguem dos olhos até o bico. Bico tem forma de gancho para dilacerar carne. O pescoço tem área de "giro" de 270° para compensar o fato de seus olhos serem imóveis, elas costumam balançar a cabeça da esquerda para a direita quando estão curiosas ou analisando o ambiente, pois assim elas aumentam a área que visualizam e podem visualizar as imagens tridimensionalmente. A cauda é utilizada como estabilizador durante o bote. As pernas longas e poderosas amortecem o impacto das aterrisagens e estão cobertas de penas brancas até o tarso, onde geralmente não há abundância de penas. Os ouvidos assimétricos permitem localizar as presas no escuro pois sua capacidade auditiva lhe permite diferenciar o tempo que o som chega em cada ouvido, os grandes discos faciaias atuam como uma antena nesse complexo sistema auditivo, recolhendo sons o canalizando-os para os ouvidos.
Tem excelente visão noturna. Possui a capacidade de distinguir na escuridão a uma altura de 10 metros qualquer coisa que se movimente no solo. Possui a visão cem vezes melhor que a dos homens e necessita de apenas 10 por cento da luz que o olho humano usa para distinguir alguma coisa. Isso pode ser explicado por ela ter olhos enormes em relação ao seu tamanho, e a forma alongada (ao contrário do esférico sistema ótico humano) se alarga em direção à retina, abrindo espaço entre a pupila e o cristalino

Mocho-d'orelhas


O mocho-d’orelhas (Otus scops) é a mais pequena ave de rapina que existe em Portugal (60-135g; 19-20cm; envergadura 53-63cm), apresenta plumagem ligeiramente uniforme, de cor variável em tons castanho-acinzentado que lhe confere uma excelente camuflagem nos troncos das árvores, e possui pequenos tufos na cabeça que fazem lembrar orelhas.

Distribui-se pela Europa do leste e sul, sendo também encontrada na Europa central. A subespécie O. scops mallorcae, nidificante em Portugal, é parcialmente migratória, deslocando-se da África sub-Sariana, local onde inverna, para a Península Ibérica, chegando no início de Março e partindo em meados de Setembro. Em Portugal encontra-se distribuída por todo o território, sendo mais comum no Nordeste Transmontano e na Beira Interior. Encontra-se em climas temperados e mediterrânicos a médias e baixas altitudes, podendo também ocorrer acima dos 1500 m.
Sendo preferencialmente insectívoro, o mocho-d’orelhas está associado a áreas semi-abertas compostas por um mosaico de habitats ricos em grandes insectos, interceptando zonas arbóreas que lhe proporcionam pousos discretos e cavidades para ninhos. A sua dieta é maioritariamente composta por grandes insectos (Coleoptera, Lepidoptera, Orthoptera) e também por aracnídeos, micromamíferos, pequenas aves, anfíbios e répteis, que caça à noite e, ocasionalmente, de dia. Nidifica em cavidades de árvores maduras, buracos de paredes ou telhados de edifícios e, por vezes, em antigos ninhos de outras espécies (e.g. pega-rabuda Pica pica), podendo também usar caixas-ninho. Espécie migratória, podendo variar de território de ano para ano tendo em conta a disponibilidade de alimento e de locais de ninho. A época de reprodução está compreendida entre Maio e meados de Julho. A incubação de 4-5 ovos é realizada apenas pela fêmea durante 24-25 dias, sendo que começa logo após a postura do primeiro ovo. As crias poderão ser vistas fora do ninho com cerca de 21-29 dias, estando aptos a dar os primeiros voos poucos dias depois, mas apenas se tornam independentes dos progenitores cerca de 5 semanas depois. Apesar de muito pouco estudado, acredita-se que a migração seja feita em pequenos grupos “familiares”.

Bufo-real

O bufo-real (Bubo bubo) é uma espécie de ave estrigiforme pertencente à família Strigidae. É, atualmente a maior espécie de coruja existente no planeta, chegando a 86 cm de comprimento, 1,70 a 2,10 metros de envergadura e pode pesar até 5,5 quilos.O Bufo-Real tem uma longevidade bastante extensa que pode variar de 10 a 20 anos.
Está presente na Europa, Ásia e África. É mais comum no nordeste da Europa, mas também na zona circundante ao Mar Mediterrâneo, incluindo a Península Ibérica, sendo contudo bastante raro. Habita terrenos rochosos com ou sem bosques, afastados da presença humana. Nidifica em cavidades de troncos de árvores e a postura é de 2 a 3 ovos, entre Abril e Maio. Trata-se de um predador de topo, encontrando-se nos lugares mais elevados na cadeia trófica. Alimenta-se de ratos, ratazanas, gaivotas, patos, lebres e inclusive de outros bufos e aves de rapina. É violentamente atacado por gaivotas e gralhas em bandos. É principalmente nocturno e emite os seus chamamentos ao anoitecer e ao amanhecer. A sua vocalização[1] é um uuu-uu repetido e grave. Caracteriza-se pelos dois tufos de penas no alto da cabeça – que retrai durante o voo –, grandes olhos de íris laranja, o ventre pálido e listado e dorso jaspeado e escuro com manchas claras.

Coruja-do-mato

A Coruja-do-mato é uma ave strigiforme da família Strigidae. Também conhecida como coruja-de-bigodes e mocho-carijó. Tem entre 28 e 38cm de comprimento, e pode pesar até 320g. Possui plumagem estriada nas partes inferiores e não tem orelhas (tufos). A alimentação é variada, composta de insetos maiores, como besouros e gafanhotos, a pequenos mamíferos, morcegos, pequenos répteis, incluindo cobras venenosas, e também anfíbios. Sua visão aguçada, com olhos voltados para frente, e a capacidade de girar a cabeça em um ângulo de até 270°, a torna uma caçadora implacável. As corujas, notadamente uma espécie tão comum quanto a coruja-do-mato, desempenham juntamente com outros predadores a importante função de manter as populações de suas presas sob controle. Com relação às populações urbanas de corujas, sua atividade de caça é diretamente benéfica para as pessoas, ajudando a controlar as populações de insetos e ratos. O fato de caçarem à noite, possibilita, por exemplo, consumirem cobras venenosas como jararacas e cascavéis. Os ninhos são feitos geralmente em ocos de árvores vivas ou em palmeiras, podendo ocupar também ninhos abandonados de outras aves, onde põe 1 ou 2 ovos

Bufo-pequeno

De todas as rapinas nocturnas que ocorrem em
Portugal, o bufo-pequeno é, certamente, a mais
difícil de observar. Apesar de não ser raro, o
bufo-pequeno é uma ave muito discreta e não se
conhecem locais onde a sua ocorrência possa ser
considerada regular. Observar esta espécie
constitui assim um verdadeiro desafio para
qualquer observador de aves.
O bufo-pequeno é do mesmo tamanho que a
coruja-das-torres, sendo contudo bastante mais
escuro que esta espécie.
Os olhos cor-de-laranja e os pequenos tufos
(vulgarmente designados "orelhas") permitem
identificá-lo facilmente e distingui-lo de outras
rapinas nocturnas do mesmo tamanho (a
coruja-do-mato tem os olhos negros e não tem
"orelhas", a coruja-do-nabal tem os olhos
amarelos).
As vocalizações também são características. O
canto dos machos, pouco frequente, parece um
"bufar", enquanto que os sons emitidos pelas
crias, audíveis a grande distância, fazem lembrar um miar.
Este bufo distribui-se de norte a sul do país mas ocorre geralmente
em densidades baixas. Está presente no país durante todo o ano.
Durante a época de nidificação, frequenta sobretudo zonas
arborizadas com clareiras e bosques abertos. No Inverno pode
aparecer também em terrenos agrícolas com poucas ou
nenhumas árvores.


Cobra-de-ferradura



Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Reptilia Ordem: Serpentes Família: Colubridae Género: Coluber Espécie: C. hippocrepis
Deve o seu nome a uma mancha escura, em forma de ferradura, na zona posterior da cabeça. É a espécie mais agressiva do país. Quando se sente ameaçada, enrosca-se, dilata a cabeça, emite sons e pode morder. Todavia, não é perigosa para os humanos, pois é aglifa, isto é, não possui os dentes inoculadores de veneno. É uma cobra ágil e trepadora.
Tamanho- Pode chegar aos 1,5 mts de comprimento.
Alimentação- Alimenta-se de roedores, osgas, lagartixas, sardões e aves. Contudo, é presa de aves de rapina e sacarrabos (mamífero carnívoro).
Hábitos- Diurnos. Entre Novembro e Março entra numa espécie de hibernação.
Reprodução- Durante a Primavera e o início do Verão. As posturas são formadas por 4-11 ovos e têm lugar frequentemente em Julho. As fêmeas depositam os ovos debaixo de troncos em decomposição e em tocas abandonadas. A incubação demora 6-8 semanas.
Habitat- Associada a locais secos e pedregosos. Pode ser encontrada em zonas urbanas.


Cobra-lisa-austriaca



Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Reptilia Ordem: Serpentes Família: Colubridae Género: Coronella Espécie: C. austriaca
Cobra pequena de corpo cilíndrico. Tamanho- 50cm a 60cm
Alimentação- Lagartixas, juvenis de sardão e de lagarto-de-água, licranços, pequenas víboras (algumas exemplares da sua própria espécie), micro-mamíferos, ovos de répteis e, mais raramente, crias de aves.
Hábitos- Essencislmente diurnos, embora nos períodos mais quentes se refugie nos matos, encontrando-se activa apenas ao entardecer. Entre Outubro e Março hiberna em cavidades naturais como fendas de pedras e raízes de árvores ou arbustos.
Reprodução- Dois períodos reprodutores. O primeiro logo após a hibernação, em Março-Maio, e o segundo em Setembro-Outubro. O período de gestação dura cerca de três meses. Cerca de 3 a 7 crias.
Habitat- Zona montanhosas (locais frescos e húmidos, com matos e rochedos) do norte e centro do país.

Cobra-lisa-bordalesa



Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Reptilia Ordem: Serpentes Família: Colubridae Género: Coronella Espécie: C. girondica
É uma espécie pacífica cuja mordedura é rara e inofensiva. O seu principal meio de defesa é a libertação de uma substância de cheiro desagradável que expele pela cloaca.
Tamanho- 70cm.
Alimentação- lagartos, osgas, fura-panascos (espécie de lagarto) e pequenas cobras.
Hábitos- Crepusculares e mesmo nocturnos. Está activa de Março a Outubro, nos restantes hiberna.
Reprodução- Os acasalamentos ocorrem entre Maio e Junho e as posturas em Julho. As posturas são constituídas por 5-10 ovos, dependendo do tamanho da fêmea. A incubação demora 1-2 meses.
Habitat- Em todo o território, contudo em locais semi-áridos e rochosos.

Cobra-de-escada


Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Reptilia Ordem: Serpentes Família: Colubridae Género: Rhinechis Espécie: R. scalaris
É uma espécie agressiva quando perturbada, podendo produzir sons, segregar um líquido pela cloaca e tentar morder. Espécie aglifa, isto é, não possui os dentes inoculadores de veneno. Espécie ágil e que facilmente trepa a árvores e edifícios.
Tamanho- 1,5 mts
Alimentação- roedores, lagartixas, juvenis de coelho, aves adultas e juvenis. Pode ser constritora (aperta as presas sufucando-as).
Hábitos- Diurna, passando a crepuscular nos dias mais quentes.
Reprodução- final da Primavera até meados do Verão. As fêmeas depositam entre 4-24 ovos, debaixo de pedras, tocas abandonadas ou mesmo em buracos por si escavados.
Durante a incubação, as fêmeas têm alguns cuidados com a postura. A eclosão surge 1


Última edição por savinti69 em Seg Dez 03, 2012 4:11 pm, editado 24 vez(es)
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Re: carnívoros de portugal

Mensagem  savinti69 em Sab Out 20, 2012 11:32 am

doninha

( diferença da doninha e do arminho, é que a doninha é ligeiramente menor e nao tem a ponta da cauda preta )A doninha é um belo animal de focinho delgado, corpo gracioso, com o dorso marrom-claro e o peito branco. Mas tenha cuidado: a doninha possui dentes terríveis, garras afiadas e é uma matadora de primeira. Com seu faro aguçado, a doninha segue o rastro de sua vítima, salta sobre ela e a mata com uma mordida na nuca. A doninha é um carnívoro valente, capaz de atacar animais muito maiores que ela. A doninha pode devorar até as aves de rapina que procuram abatê-la.
A doninha geralmente caça durante a noite, em pares ou em bandos. Ela corre, nada, vence diversos obstáculos para alcançar sua presa, como pequenos roedores, rãs e pequenos pássaros. Quando a doninha está faminta, ela ataca em currais.
Seu habitat é simples: um buraco em um muro velho, um canto em um celeiro ou uma toca abandonada de algum outro animal.
Quando a doninha vai procriar, a fêmea sempre faz um pequeno ninho de folhas secas ou capim. A doninha é encontrada na Europa, na maior parte da Ásia e na América do Norte. Nas regiões setentrionais, seu pêlo se torna branco no inverno.
Comprimento: quase 30 cm. mais 7 cm de cauda Peso: fêmea. 60 g: macho. 120 g Duas ninhadas por estação, com 3 a 8 filhotes em cada uma Tempo de vida: 6 anos

fuinha

A fuínha ou papalvo (Martes foina) é um pequeno carnívoro, com corpo alongado e cauda comprida e espessa. As patas possuem 5 dedos com garras não retrácteis, muito importantes para a aderência às árvores, visto que se trata de um animal trepador. No solo desloca-se aos saltos. Esta espécie é muito semelhante à marta (Martes martes), sendo necessária especial atenção para as distinguir. A fuínha tem pêlo castanho (mais ou menos escuro), um pouco mais acinzentado que o da marta. Possui uma mancha branca (por vezes ligeiramente amarelada) na zona da garganta e peito, que se estende pelos membros anteriores, estando subdividida na zona do peito, por uma faixa longitudinal de cor igual à do resto do corpo. Na marta esta mancha é mais pequena, de coloração amarelo alaranjada, restringe-se à região peitoral, não se estende pelos membros anteriores e não está subdividida. A fuínha possui também orelhas mais curtas e estreitas e um focinho mais curto e largo que o da marta. O seu corpo mede entre 40 e 50 cm e a cauda entre 23 e 27cm. O seu peso varia entre 1,1 e 2,5 Kg, sendo os machos nitidamente maiores que as fêmeas. É comum em toda a Europa Continental, não ocorrendo no entanto na Escandinávia. Está também presente nalgumas ilhas do Mediterrâneo. Em Portugal parece ser comum em todo o país, sendo no entanto a sua tendência populacional desconhecida.
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carnívoros de portugal

Mensagem  savinti69 em Qua Nov 07, 2012 5:43 pm

vison americano




Chegou à Europa pela mão do homem e com fraco destino: basicamente, servir de casaco de peles. Hoje o vison americano é um problema europeu. Disputa o alimento de espécies já ameaçadas, como a lontra ou o toirão, e ainda ameaça procriar com elas, misturando o património genético
Alguns biólogos portugueses já estudaram este pequeno carnívoro (mustela vison), mas só no ano passado arrancou o projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia que tem por objectivo a caracterização da espécie e da forma como vive em Portugal. Designado Dilema-Espécies invasoras e dilemas de conservação: efeito dos competidores nativos e presas exóticas na dispersão do visão-americano [outra grafia admissível] em Portugal, o estudo, a decorrer até 2012, está a ser realizado pelo Centro de Biologia Ambiental da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
Acredita-se-se que o vison americano foi introduzido em Portugal no final da década de 80. Segundo biólogos espanhóis (Vidal Figueroa & Delibes, 1987), esta introdução terá ocorrido de forma acidental, com os animais a fugirem de uma quinta de criação em Valença. Os primeiros visons americanos em liberdade no território nacional foram detectados no rio Minho, junto à fronteira com a Galiza.
Até ao momento não há registo desse fenómeno em Portugal (hibridação é o cruzamento de indivíduos de raças ou espécies diferentes), mas em Espanha, com receio de que a hibridação possa ocorrer com o vison europeu (que não existe em território português), adoptou-se como estratégia radical de prevenção a erradicação da ameaça.
Em Portugal, a espécie não tem merecido grande preocupação por parte das autoridades. O Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, que tem o vison americano catalogado como espécie “não indígena invasora”, cita, ainda assim, a abordagem holística na gestão do animal, envolvendo a sua “remoção, restauração do habitat e introdução dos competidores nativos” proposta por Macdonald & Harrington (2003).
Morfologia - o vison tem a morfologia característica de mustelídeos: corpo alongado, curvado para trás, pernas curtas, com cinco dedos cheios não-retráteis garras e uma longa cauda. As pernas são semi-alado. Ele tem, como outros mustelídeos, smelly glândulas anais secretam em caso de perigo. vison observado dimorfismo sexual, em especial sobre o peso e tamanho. Na natureza, os machos de 900 g até 2 kg, com um comprimento entre 58 e 70 cm, incluindo a cauda. A fêmea irá tornar 600 g a 1,2 kg, cerca de 40 a 65 cm de comprimento. Indivíduos de fazendas pode ser muito maior: alguns machos são até 90 cm de comprimento e 4 kg.
Habitat - Podem ser encontrados em zonas florestais e campos perto de riachos e lagos. Não escavam tocas, ocupando antes locais abandonados por outros animais. Os visons são predadores semi-aquáticos capazes de caçar presas tanto aquáticas como terrestres. Podem mergulhar debaixo de água como uma lontra para capturar peixe, lagostins e rãs. Podem também capturar presas terrestres como aves, cobras, ratos, ratos-do-mato e coelhos. São predadores generalistas concentrados nas presas disponíveis e mais fáceis de capturar. Estes animais estão maioritariamente activos durante a noite e não hibernam
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Re: carnívoros de portugal

Mensagem  savinti69 em Seg Dez 03, 2012 12:19 pm

Grifo


Alimenta-se quase exclusivamente de carne morta, passando longo tempo a pairar alto no céu à procura de cadáveres, voando em círculos. Em voo tem uma silhueta típica, enormes asas, muito maiores que o corpo, cauda curta e arredondada, completamente aberta, e pescoço encolhido. É normalmente gregário e estabelece colónias de até 200 casais. Registaram-se casos raros de grifos atacarem presas vivas, especialmente animais jovens, fracos ou doentes.
A parte superior e inferior do corpo apresenta uma cor castanha clara, distinguindo-se as rémiges e a cauda pretas. O pescoço apresenta um colar espesso de penas claras na base, sendo depois coberto de pequenas penas brancas até à cabeça, com um aspecto lanoso. Tem patas cinzentas bastante débeis, pois não as usa para agarrar as presas como as águias.
Tais abutres chegam a medir até 1 metro de comprimento e 2,7 metros de envergadura, e pesam de 6 a 12 kg.
Em Portugal, o grifo distribui-se sobretudo pelas zonas fronteiriças. As principais colónias situam-se no Parque Natural do Douro Internacional, no Parque Natural do Tejo Internacional e nas Portas de Ródão, também existindo alguns especimens na Serra de São Mamede mais a sul.


Autre-Preto



O abutre-preto é a maior ave de rapina da Europa, não só da Europa quanto também, do grupo dos abutres do velho mundo e da família Accipitridae, atingindo os 98–120 cm de comprimento e uma impressionante envergadura de asas de 268–310 cm. Os maiores indivíduos atingem os 13,5 kg de peso.[2]
A plumagem é preta-acastanhada, quase uniforme em todo o corpo. Tal como acontece na maioria das espécies de abutre, a cabeça não têm penas, estando coberta por uma penugem de cor clara, com partes pretas redor dos olhos e no pescoço. O bico é castanho, com cera cinzenta-azulada. As patas são cinzentas.[2]
A silhueta de voo é caracterizada pelas enormes asas, quase rectangulares, e pela cauda em forma de cunha típica dos abutres.
Esta espécie é monotípica. Apesar de se reconhecer alguma diferenciação genética entre as populações ao longo da sua vasta área de distribuição,[7] esta não justifica a definição de subespécies.Esta ave, de hábitos necrófagos, alimenta-se sobretudo de carcaças de tamanho médio a grande. Ocasionalmente podem ingerir animais vivos, como lagartos ou tartarugas.[2] Na Ásia a espécie alimenta-se de carcaças de marmotas (Marmota bobac e M. himalayana), iaques Bos grunniens selvagens e domésticos, ovelhas-azuis Pseudois nayaur, gazelas-do-Tibete Procapra picticaudata, lebre-lanuda Lepus oiostolus e kiang Equus kiang. Em algumas zonas chegam a alimentar-se de cadáveres humanos colocados em plataformas usadas para enterros cerimoniais em que os cadáveres são oferecidos aos abutres como forma eficaz de eliminar os restos humanos e minimizar o risco de doenças.
Este grande abutre é relativamente raro em Portugal, mas pode ser considerado de ocorrência regular ao
longo da fronteira, especialmente na Beira e no Alentejo. Muitas vezes trata-se de indivíduos oriundos de
Espanha, que vêm alimentar-se em território português. Embora não seja habitual ver mais que um ou dois
indivíduos juntos, o abutre-preto associa-se frequentemente a bandos de grifos.


Abutre-do-Egipto



Nome vulgar: Abutre do Egipto
Outros nomes vernáculos: Almocreve do Cuco, Britango, Criado do Cuco
Nome científico: Neophron percnopterus
Dimensão: 55-65 cm (pousado); 155-180 cm (envergadura)
Descrição: os adultos caracterizam-se pela plumagem preta e branca, pela face e bico amarelados e pela cauda em cunha; os juvenis são castanhos-escuros.
Espécies semelhantes: a águia-calçada tem o mesmo padrão preto e branco, mas é mais pequena e tem a cauda quadrada.
Habitat: vales escarpados pouco habitados, principalmente nas zonas remotas do interior.
Distribuição: ocorre sobretudo no Douro Internacional e nos seus afluentes (região de Trás-os-Montes e Alto Douro) e no Tejo Internacional (Beira Baixa), com casais isolados noutros locais; durante a passagem migratória outonal surge com regularidade ao longo da faixa costeira, especialmente junto ao cabo de São Vicente.
Estatuto migratório: é uma espécie estival nidificante, que chega em Março e parte em Setembro; inverna em África a sul do Sara.


Corvo


O corvo-comum (Corvus corax) é uma ave da família Corvidae (corvos)
O corvo-comum é uma ave omnívora caracterizada por um regime alimentar bastante variado. Com uma actividade necrófaga bastante importante, tem como componente principal da sua alimentação a carne de outros animais. Alimentando-se de aves de menores dimensões, de cadáveres de outros animais, de pequenos mamíferos, insectos, caracóis, lagartos, rãs, vermes e outros invertebrados. Fazem ainda parte da sua alimentação: frutas, cereais, bagas e resto de comida humana, em zonas urbanas. Pode ainda atacar ninhos para comer os ovos ou as crias. Procuram o alimento geralmente no chão, sendo quase sempre as primeiras aves a chegar junto dos cadáveres . Outrora relativamente comum, o corvo é hoje relativamente
escasso na maior parte do território português, e apesar de ter uma distribuição ampla ocorre geralmente em densidades
muito baixas, raramente se vendo mais de dois ou três indivíduos juntos. Frequenta sobretudo zonas pouco habitadas
no interior do país, apreciando zonas escarpadas e inacessíveis. É uma espécie residente, podendo ser visto durante todo o ano.
O corvo é o maior de todos os corvídeos, chegando quase aos 70 cm de comprimento. Tem um bico forte e curto, e uma «barba» hirsuta, que o distingue da gralha, que é também mais pequena. Tal como esta, é inteiramente negro.

Pega-rabuda



A pega-rabuda ou pega-rabilonga (Pica pica) é uma ave da família Corvidae (corvos), com um aspecto inconfundível
A pega-rabuda é comum em toda a Europa, Ásia, Norte de África e América do Norte. Distribui-se pelo Hemisfério Norte, entre os 70º N na Europa e 15º N na Arábia Saudita. Na América do Norte está confinada à parte ocidental. Na Península Ibérica, encontramos a subespécie Pica pica melanotos que em Portugal é comum no norte e centro do país, estando no Alentejo mais confinada ao interior. Da Primavera até ao Outono, alimentam-se principalmente de insectos, que nunca chegam a faltar completamente mesmo no Inverno. Também exploram carcaças de animais mortos, caçam pequenos vertebrados, especialmente ratos-do-campo e atacam ninhos até ao tamanho das posturas dos faisões. Comem também grãos de cereais e outros alimentos vegetais. Alimentam-se essencialmente no chão ou saltitando entre ramos e arbustos. O hábito de armazenar comida excedente ter-lhe-á permitido adaptar-se e expandir-se a habitats aparentemente inóspitos. Apesar de se alimentar nos vários habitats que ocupa, parece preferir as zonas de pastoreio e zonas próximas de superfícies de água onde os invertebrados do solo são mais abundantes. No Inverno vasculham nas lixeiras quaisquer coisas que possam ser aproveitadas.
A sua reputação de ladra é pouco justificada, uma vez que ocorrências autênticas de cleptomania são extremamente raras, tendo sido no entanto reportados alguns casos de ninhos com objectos brilhantes, não necessariamente de prata, mas que nada têm a ver com alimento. Comprimento: 44 a 48 cm Peso: 200 a 250 g
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Re: carnívoros de portugal

Mensagem  savinti69 em Seg Dez 03, 2012 1:43 pm

Osga-turca

A osga-turca (Hemidactylus turcicus) mede cerca de 10 cm de comprimento total, sendo mais pequena e esbelta que a osga-comum. Tem a cabeça estreita e triangular, com o focinho arredondado. A cauda, de forma cilíndrica, é comprida e afilada. Todos os dedos têm lamelas (lâminas) subdivididas centralmente e unhas fortes e curvadas (na osga-comum, pelo contrário, as lamelas digitais não se encontram subdivididas centralmente e as unhas apenas são visíveis nos 3º e 4º dedos).

Tem aspecto translúcido e cor clara, rosada ou creme, por vezes com manchas mais escuras na cabeça e no corpo ou com bandas escuras na cauda.

Os machos diferenciam-se das fêmeas pelo maior desenvolvimento dos poros femurais e das escamas pós-cloacais. Os recém-nascidos medem entre 40 e 49 mm de comprimento total e apresentam uma cor de fundo clara, com manchas mais escuras no dorso alinhadas centralmente. As bandas da cauda são mais contrastantes que nos adultos.Esta espécie ocorre na maioria dos países circum-mediterrânicos e ilhas mediterrânicas. Recentemente foi introduzida nos Estados Unidos da América, no México e em Cuba pelo Homem. Em Portugal apenas aparece no Algarve, na bacia hidrográfica do Guadiana e nalgumas cidades antigas do Alto Alentejo (Évora, Évoramonte, Arraiolos etc.).


Osga-moura


A osga-moura (Tarentola mauritanica) é uma espécie de osga que é vulgarmente encontrada em Portugal. É uma osga de tamanho médio, atingindo cerca de 8,5 cm. Tem um aspecto achatado, com uma grande cabeça bem destacada do corpo, com olhos grandes e redondos.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as osgas não são venenosas e até são muito benéficas pois alimentam-se de vários insectos (incluindo moscas e mosquitos) e de aranhas. Vivem em toda a península Ibérica. Em Portugal são abundantes no centro e sul do país, sendo muito raras no norte.
Gostam de viver em zonas rochosas ou pedregosas, no entanto também se dão bem em zonas urbanas, onde aparecem principalmente em muros, habitações velhas ou troncos apodrecidos, mas também em casas habitadas.
Hibernam entre Novembro e Fevereiro. De inverno, antes de hibernar, aparecem de dia pois gostam de apanhar um pouco de sol; no verão só aparecem de noite, para evitar as horas de mais calor. A sua alimentação é feita à base de baratas, formigas, aranhas, escaravelhos, moscas, mosquitos e traças. No verão, à noite, posicionam-se perto de luzes à espera dos insectos que são atraídos por estas.


Osga-das-selvagens


Osga das Selvagens Nome científico: Tarentola bischoffi é um réptil escamado da família das osgas. É endémica das ilhas Selvagens, território pertencente ao arquipélago da Madeira
Habitat: matos de arbustos semi-desérficados com solo pedroso, sob pedras planas bem ajustadas ao solo e com vegetação nas proximidades. Evita zonas de nidificação de aves marinhas e locais habitados por murganhos.
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Re: carnívoros de portugal

Mensagem  savinti69 em Seg Dez 03, 2012 1:59 pm

Camaleão-comum

O camaleão-comum é um réptil com aspecto de monstro pré-histórico, misterioso e repleto de curiosidades. Raramente atinge mais de 30 centímetros de comprimento, apresenta o corpo revestido por escamas granulares, e da cabeça sobressaem cristas ósseas que lhe conferem um aspecto invulgar e o tornam inconfundível. É um animal de hábitos diurnos, arborícola, que se passeia, de forma lenta e hesitante, pelos ramos das árvores. Agarra-se firmemente com os seus pés pentadáctilos (dois dedos direccionados para um lado e três para o outro, unidos em dois grupos oponíveis que formam uma espécie de tenaz) terminados em unhas pontiagudas e auxilia-se com a sua cauda preênsil, que ajuda a segurar-se aos ramos. Os olhos, situados em elevações cónicas inseridas nas órbitas, podem mover-se de forma independente e permitem uma visão es­te­reoscópica, que se revela de grande utilidade na localização das presas (uma vez que as podem seguir com os olhos, mesmo quando o corpo permanece completamente imóvel).

Quando são importunados e se sentem ameaçados, tornam a sua cor mais escura, incham o corpo para parecerem maiores, abrem a boca e sopram com ar ameaçador. No entanto, este comportamento de intimidação não passa de fanfarronice, pois na verdade são animais totalmente inofensivos que (para seu azar) se deixam apanhar com facilidade.

O mais fascinante deste estranho animal é a sua assombrosa capacidade para mudar de cor. A sua pele apresenta uma coloração variável (controlada pela dilatação e contracção de células pigmentadas capazes de reflectir cores diferentes, denominadas “cromatóforos”, “guanóforos” e “melanóforos” e situadas em distintas camadas da derme), que pode ser modificada com certa rapidez e permite ao animal confundir-se com o seu meio.

Sabe-se hoje que afinal os camaleões não mudam de cor apenas para se camuflarem (embora sejam autênticos mestres nessa arte), mas igualmente para comunicarem com os seus congéneres e assegurarem a regulação da temperatura corporal (termorregulação). No que respeita à comunicação, cada espécie possui cores e padrões específicos para evidenciar domínio, submissão, combate, ameaça, gravidez, etc. Sendo animais praticamente surdos, estes sinais visuais constituem uma forma muito eficaz de comunicação, essencialmente, entre indivíduos da mesma espécie.

Quanto à termorregulação, dado que são animais de sangue frio (poiquilotérmicos), faz-se recorrendo a cores mais claras (que reflectem os raios solares, impedindo um sobreaquecimento) e a cores mais escuras (que permitem uma maior absorção de raios solares com o concomitante aumento rápido da temperatura corporal).

Mas o rol de curiosidades não se fica por aqui. Estes comedores de insectos voadores (moscas, borboletas e gafanhotos, entre outros) são verdadeiros predadores de emboscada, sendo digna de referência a forma repentina como propulsionam a língua para caçar as suas presas. O segredo do sucesso dos seus disparos certeiros reside no factor surpresa, dado que usam a camuflagem para se aproximar dos insectos e surpreendem-nos com a sua língua protráctil (que se pode alongar para a frente), que é projectada a velocidades estonteantes. O facto de ser igualmente musculosa, larga e pegajosa ajuda a prender o alimento e a trazê-lo até à boca.

Camuflagem, paciência e ataques-surpresa são os trunfos destes ninjas do mundo animal, que se confundem de tal modo com o meio envolvente que se tornam quase invisíveis aos olhos das suas presas e exigem uma excepcional acuidade visual dos seus principais predadores (cobra-rateira, ratazana, peneireiro-vulgar e tartaranhão-caçador, entre outros).
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Re: carnívoros de portugal

Mensagem  savinti69 em Seg Dez 03, 2012 2:05 pm

Licranço



O licranço, alicanço, licanço, fura-mato ou cobra-de-vidro (Anguis fragilis) é um réptil da ordem dos sáurios (é, portanto, um lagarto), de membros ausentes (ápode). Pertence à família dos anguídeos. É nativo de África, da Europa e da Ásia.
Apesar do nome vulgar "cobra-de-vidro", estes animais são, de facto, lagartos. Entre as características que os diferenciam das cobras estão:
a pálpebra – os lagartos possuem pálpebras móveis e as cobras não;
a sua língua é dividida em vez de bifurcada, como acontece nas cobras;
a troca de pele desses lagartos ocorre em farrapos, em vez da pele inteira, como acontece nas cobras.
A pele tem um toque suave e é composta por escamas não sobrepostas. Tal como outros lagartos, o licranço autotomiza-se, o que significa que podem perder a cauda, de forma a fugir a predadores. A cauda volta, depois, a crescer, mas raramente atinge o tamanho inicial. As fêmeas têm frequentemente uma risca no dorso, enquanto que o macho pode ter manchas azuladas.
São animais diurnos, gostando de se aquecer ao sol. São carnívoros e, como se alimentam de lagartas, larvas e lesmas, encontram-se frequentemente junto a campos com erva.
São comuns em jardins e especialmente benéficos, já que ajudam a controlar pragas prejudiciais de insectos e lesmas. O jardineiro pode encorajar a permanência destes animais colocando chapas de zinco ou plásticos pretos no chão já que o licranço gosta especialmente de se colocar debaixo de tais objectos que funcionam como colectores de calor.
Os animais adultos conseguem atingir até 50 cm de comprimento e são conhecidos pela sua excepcional longevidade; acredita-se que sejam o tipo de lagarto com maior tempo de vida.
Existe o mito popular que a mordida dum licranço pode matar e as pessoas mal avistam um apressam-se a matá-lo, este animal até teve direito a um provérbio: "Picada de licranço, três horas de descanso".
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Re: carnívoros de portugal

Mensagem  savinti69 em Seg Dez 03, 2012 2:11 pm

Cobra-cega


As cobras-cegas, ou cecílias, são, na verdade, animais pertencentes a um grupo dos anfíbios: o dos gimnofionos. Assim, não são lagartos nem cobras e, muito menos, minhocas, já que estas, para início de conversa, são animais invertebrados. Também não são cobras-de-duas-cabeças : répteis do grupo dos anfisbenídeos. Esse nome, cobra-cega, é dado porque o corpo de tais animais é comprido, alongado e sem patas, tal como as serpentes . Além disso, seus olhos são tão discretos que, se olharmos rapidamente para um desses indivíduos, teremos a impressão de que ele é completamente cego, por aparentemente não possuir essa estrutura. No entanto, ele é capaz de identificar, pelos olhos, as mudanças na luminosidade e, além disso, possui uma estrutura, um tentáculo, que permite que perceba cheiros e vibrações. Outras características das cobras-cegas é que elas possuem anéis em todo o comprimento do corpo; e pele bastante úmida, assim como muitos outros anfíbios.
A maioria das espécies de cobras-cegas vive enterrada no solo (são, portanto, fossoriais) e, graças à cabeça bem dura que possuem, podem escavar galerias usando essa parte do corpo. Elas podem ser vistas, embora raramente, embaixo de folhas secas e úmidas: a serapilheira.
Cobras-cegas se alimentam, principalmente, de invertebrados. Em alguns casos, também, são capazes de comer outras cobras-cegas. Para tal, elas utilizam seus dentes para capturar as presas e, basicamente, as engolem.
Em Portugal existem pelo menos 26 espécies desses animais, já registradas pelos cientistas!
Algumas cobras-cegas, quando filhotes, se alimentam da pele da mãe: comportamento este chamado de dermatofagia.
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Re: carnívoros de portugal

Mensagem  savinti69 em Seg Dez 03, 2012 2:16 pm

Lagartixa-de-dedos-denteados



A lagartixa-de-dedos-denteados[2] (Acanthodactylus erythrurus), é considerado o membro mais rápido da família dos Lacertídeos. O nome da lagartixa refere-se às espículas dispostas como um pente nas suas patas posteriores.
O Acanthodactylus é nativo de uma grande área de África e sul da Europa, sendo encontrada pelo deserto do Saara e na Península Ibérica. Apesar do lagarto preferir regiões secas e de parca vegetação, não está restrita a terrenos áridos, e é comum encontrá-los em outros ambientes.
A coloração do lagarto e o padrão das suas manchas é extremamente variável. Como resultado, certas variações têm sido classificadas de tempo a tempo como espécies separadas.
A lagartixa-de-dedos-denteados tem uma natureza um pouco agressiva. Como todos os membros do género, morde tenazmente se alguém o tentar apanhar. Indivíduos estão constantemente envolvidos em lutas com outros membros da espécie e os machos defendem extenuadamente as fronteiras do seu território.
O Acanthodactylus é ovíparo. O número de ovos numa postura varia entre três a sete. O comprimento médio de um adulto está entre os 18 e os 20 centímetros.


Sardão



O sardão (Lacerta lepida = Timon lepidus) é um lagarto da família Lacertidae. Chega a viver 25 anos em cativeiro. Quando confrontado, abre a boca e sibila, conseguindo mesmo saltar para o inimigo. Os machos são territoriais na primavera. A hibernação ocorre entre outubro e abril. O homem tem sido o maior inimigo desta espécie e o motivo principal do seu declínio. Estes lagartos sofrem uma enorme taxa de mortalidade por atropelamento, já que utilizam muitas vezes as estradas, devido à exposição solar, para se aquecerem. Em Portugal, o Lacerta lepida não está ameaçado
O sardão é um dos maiores membros da sua família: tem entre 30 e 60 cm e pode mesmo chegar aos 90 cm, sendo que dois terços do seu tamanho correspondem à cauda. As crias recém-nascidas têm entre 4 e 5 cm, excluindo a cauda.
O sardão é um lagarto robusto com um colar serrado. Os machos têm a cabeça robusta, muito caraterística, e patas finas mas muito fortes, com garras longas e curvas , O dorso é normalmente verde, mas por vezes cinzento com tons de castanho, especialmente na cabeça e na cauda. Por baixo tendem para tons de amarelo ou verde. O macho tem muitos pontos azuis nos flancos, a fêmea poucos ou nenhuns. O macho é mais claro que a fêmea. Os juvenis são verdes, cinzentos ou castanhos, com tons de amarelo ou branco e muitas pintas pretas por todo o corpo. O sardão alimenta-se normalmente de insetos, sobretudo escaravelhos, mas também assalta ninhos de aves e ocasionalmente ataca répteis, sapos e alguns pequenos mamíferos. Alimenta-se igualmente de fruta e outros produtos de origem vegetal, especialmente em zonas mais secas.


Lagarto-de-água


Lagarto-de-água (Lacerta schreiberi)
Lagarto de tamanho médio e de aspecto robusto, que pode atingir 125 mm de comprimento cabeça-corpo. Possui uma longa cauda que pode medir até duas vezes o tamanho do corpo. Escamas da garganta de rebordo arredondado e não imbricadas. Escama occipital em geral grande e de forma trapezoidal. Escamas dorsais de aspecto arredondado a oval. Escamas ventrais distribuídas em oito filas longitudinais, e mais raramente em dez ou seis. Padrão de coloração dorsal variável, podendo apresentar tons esverdeados e amarelados com um ponteado negro relativamente denso e uniforme, a tons acastanhados com grandes manchas escuras. Ventre amarelado com um sem pigmentação escura, podendo apresentar na zona da garganta tonalidades azuis durante a época de reprodução, e esbranquiçadas no resto do ano.
Ocorre em zonas relativamente húmidas, encontrando-se associado a habitats próximos de cursos de água com coberto vegetal denso. Habita preferencialmente os vales agrícolas, típicos das áreas montanhosas do norte do país, em locais onde o estrato arbóreo das margens é dominado por espécies como o amieiro, o vidoeiro, o castanheiro e o carvalho-alvarinho.
A sua alimentação é baseada em pequenos invertebrados, em especial moscas, mosquitos, gafanhotos e escaravelhos. Ocasionalmente, inclui também frutos silvestres.


Lagartixa da Montanha



O corpo da lagartixa da montanha pode atingir um comprimento de 15 cm e a cauda atinge normalmente mais do dobro do comprimento do corpo, excepto quando regenerada. Estes animais são aplanados e têm membros pentadáctilos. As escamas dorsais são geralmente imbricadas, pontiagudas e com uma carena central (saliência longitudinal).
Dorsal e lateralmente apresentam tons pardos ou esverdeados, com duas linhas dorso-laterais nítidas de cor amarelada ou branca. O ventre é esbranquiçado. Por trás da inserção dos membros existem geralmente manchas azuladas. Na região posterior do corpo e começo da cauda, as tonalidades são mais esverdiadas. A coloração dos juvenis é semelhante, embora as linhas dorso-laterais possam não ser tão nítidas.
Espécie típica de áreas de montanha de substrato rochoso, associada a prados de altitude e matos de urze e giesta e povoamentos de zimbro, embora na Galiza surja em baixas altitudes associada a cursos de água com vegetação ripícola
L. monticola monticola distribui-se acima dos 1400 m de altitude até ao topo do Planalto Central da Serra da Estrela. Os matos de urze e giestas, relativamente exuberantes aos 1400 metros, sofrem progressiva redução com o aumento de altitude, sendo substituídos por povoamentos de zimbro, formados por plantas baixas e dispersas, e por extensões coberto herbáceo (cervunais e arrelvados) . Os habitats do Planalto caracterizam-se igualmente pelo elevado coberto rochoso, que é dominante em certas zonas, aumentando, regra geral, com a altitude.
Alimenta-se de insectos e outros artrópodes, apresentando a dieta variações estacionais, em função da disponibilidade, predominando os dípteros, coleópteros, formigas e aranhas, podendo também alimentar-se de larvas de insectos e minhocas


Lagartixa-da-madeira



Lacerta dugesii Milne-Edwards, 1829, conhecida pelo nome comum de lagartixa-da-madeira, é uma espécie de pequeno lagarto pertencente à família Lacertidae. Trata-se de uma espécie endémica do arquipélago da Madeira, onde ocorre de forma abundante. Apesar de também existirem algumas populações nas ilhas dos Açores, estes exemplares serão descendentes de animais introduzidos acidentalmente durante o século XIX por navios que faziam a rota entre os dois arquipélagos, nunca atingindo os números populacionais que atinge no seu território de origem. Existe ainda uma pequena população na zona portuária de Lisboa, provavelmente transportada acidentalmente nos navios de transporte de banana, e detectada pela primeira vez em 1992, tendo um estudo de 2001 verificado que a população tem se mantido estável em tamanho desde a sua descoberta. Trata-se de um lagarto que pode atingir os 20 cm de comprimento, apesar dos adultos terem, normalmente, entre 10 a 15 cm. A sua cor pode variar entre o castanho claro ao cinzento escuro, com alguns exemplares (normalmente machos) a poderem apresentar cores iridescentes, como o verde, azul e violeta. Os machos podem ser facilmente distinguidos das fêmeas devido à presença de uma prega nupcial de cor amarela na parte inferior da suas patas traseiras. Como todos os lacertídeos, possui a capacidade de destacar a sua cauda se se sentir em perigo, servindo o rabo solto, que se contorce energicamente, de distracção para os predadores, permitindo a fuga do animal. A cauda volta a crescer novamente, ocorrendo por vezes o fenómeno de um destes animais acabar por possuir duas caudas, quando a cauda antiga não é completamente seccionada.
As lagartixas-da-madeira, ao contrário das suas congéneres continentais, são mais dóceis, podendo ser manipuladas com facilidade. Esta é uma característica provavelmente desenvolvida durante a sua evolução num território sem predadores terrestres, o que faz com estes seres também se aproximem dos seres humanos em busca de uma refeição grátis
Apesar de ser uma espécie essencialmente insectívora, frutos maduros e bagas (em especial amoras-silvestres) também fazem parte da sua dieta. Com a descoberta do arquipélago e posterior colonização, as lagartixas aproveitaram a oportunidade e passaram a incluir na sua dieta restos de alimentos e frutos de cultivo, sendo considerada, por vezes, uma praga de várias culturas, como as uvas e as frutícolas.


Lagartixa-de-bocage, Lagartixa, Sardanisca



ORDEM: Squamata FAMÍLIA: Lacertidae GÉNERO: Podarcis ESPÉCIE: P. bocagei
Lagartixa de tamanho médio, com cerca de 7 cm de comprimento cabeça-corpo.
A sua actividade inicia-se em Fevereiro-Março e porlonga-se normalmente até Novembro. Se a temperatura não descer abaixo dos 10ºC podem ser encontrados indivíduos activos todo o ano.
O acasalamento dá-se entre Março e Julho. A postura é de dois a nove ovos e tem a duração de dois a três meses. Os 0vos eclodem entre Junho e Setembro.
Tem uma longevidade máxima de quatro anos.
Alimentação insectívora, alimentando-se principalmente de aranhas e escaravelhos.
As cobras, os sardões e algumas rapinas, nomeadamente o peneireiro-vulgar, são os seus principais predadores. Usa como principais mecanismos de defesa, a fuga e a capacidade de separar a cauda do corpo.
Bem distribuida numa grande variedade de habitats, mesmo em zonas de grande densidade populacional. Ocorre no entantanto, em bosques de caducifólias em áreas de matos e zonas abertas, seu habitat mais característico. Em Portugal ocorre desde o nível do mar até aos 1500 mt de altitude, na Serra do Gerês.
É uma espécie endémica da Península Ibérica.


Lagartixa de Carbonell


Pequenas lagartixas, com uma cauda bastante comprida e focinho arredondado. A sua coloração difere consoante o sexo. Dorsalmente, ambos são castanhos sarapintados de negro, mas o ventre é creme ou amarelado nas fêmeas e branco com pintas pretas nos machos de maiores dimensões
Esta espécie, quando ocorre em áreas de montanha, prefere as zonas de bosques
caducifólios (Quercus pyrenaica) e matos baixos (urzais, sargaçais), particularmente
as clareiras destas formações vegetais. As populações do litoral ocorrem em zo-
nas dunares com densidade variada de coberto vegetal, preferindo no entanto
áreas mais ou menos abertas com vegetação arbustiva dispersa. Podem encontrar-
-se desde o nível do mar até aos 1.600 m de altitude, na Serra da Estrela.


Lagartixa-ibérica



A Lagartixa-ibérica é um pequeno lagarto comum em muros, montes de pedras e ruínas, onde encontra abrigo. Com uma coloração muito variável, possui cabeça achatada e órbitas salientes, que são características diagnosticantes da espécie.
A Lagartixa-ibérica (Podarcis hispânica) é um sáurio (grupo de répteis vulgarmente conhecidos por lagartos) de tamanho médio, alcançando 18 cm de comprimento total (incluindo a cauda, que compreende cerca de dois terços do comprimento do animal). A cabeça achatada e as órbitas salientes são características diagnosticantes da espécie. A coloração é muito variável. No dorso, os indivíduos podem apresentar tons que vão desde o castanho claro ao verde intenso. Nos flancos, é comum a presença de um reticulado mais escuro, verde, castanho ou preto.
Nesta espécie o dimorfismo sexual é perceptível ao nível do tamanho, sendo os machos maiores do que as fêmeas, e na coloração, sendo o reticulado dos flancos em geral menos intenso nas fêmeas. Os juvenis são muito parecidos com os adultos apenas diferindo normalmente na menor pigmentação ventral e, claro, no tamanho
Ocorre em practicamente toda a Península Ibérica, na costa mediterrânica francesa e em áreas costeiras montanhosas do Norte de África. A taxonomia desta espécie é controversa estando em fase de revisão. Actualmente é reconhecida a existência de duas formas em Portugal. A Podarcis hispânica tipo1, que se encontra a norte do rio Tejo, nas zonas norte e interior centro do País, e a Podarcis hispânica tipo2, que se distribui a sul e a oeste do território nacional.


Lagartixa-do-mato



A lagartixa-do-mato é a maior lagartixa do seu género. Característica de ambientes mediterrânicos, esta espécie encontra-se bem adaptada aos habitats do sul da Península Ibérica, onde ainda é abundante.
O corpo da lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus) pode atingir um comprimento de 9 cm e a cauda atinge normalmente mais do dobro do comprimento do corpo, excepto quando regenerada. Estes animais são aplanados e têm membros pentadáctilos. As escamas dorsais são geralmente imbricadas, pontiagudas e com uma carena central (saliência longitudinal). Dorsal e lateralmente apresentam tons pardos ou esverdeados, com duas linhas dorso-laterais nítidas de cor amarelada ou branca. O ventre é esbranquiçado. Por trás da inserção dos membros existem geralmente manchas azuladas. Na região posterior do corpo e começo da cauda, as tonalidades são mais avermelhadas. A coloração dos juvenis é semelhante, embora as linhas dorso-laterais possam não ser tão nítidas.
Os machos têm cabeças mais altas e são mais robustos. Além disso, durante o período de reprodução apresentam a garganta e a parte lateral da cabeça pigmentadas de laranja ou vermelho. As linhas dorso-laterais são mais nítidas e marcadas nas fêmeas; nalguns machos com mais idade chegam mesmo a desaparecer.
É essencialmente insectívora. A dieta é muito variada, embora tenha preferência por presas terrestres, como escaravelhos, gafanhotos, aranhas, formigas e pseudo-escorpiões. Esporadicamente também consome elementos vegetais (sementes e frutos) e pequenas lagartixas, que poderão ou não ser da própria espécie.
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Re: carnívoros de portugal

Mensagem  savinti69 em Seg Dez 03, 2012 3:14 pm

Cobra-de-Pernas-Pentadáctila


A cobra-de-pernas-pentadáctila[1] (Chalcides bedriagai) é uma espécie da família Scincidae encontrada na Península Ibérica. Normalmente vive em áreas arenosas com vegetação parca e boa cobertura no solo. Pode também viver em áreas florestadas abertas e escavar em solo solto. As fêmeas da espécie dão à luz por ovoviviparidade. Tem pelos menos uma sub-espécie, Chalcides bedriagai pistaciae. Estão activas durante o dia e crepúsculo, e são muito tímidos. Podem chegar aos 16 cm de comprimento. Predam insectos, aranhas, lesmas e bichos-de-conta.
A Cobra-de-Pernas-Pentadáctila é um tipo de serpente pequena, sua cabeça é miúda e em formato de cone. O corpo dela é feito de uma parte circular e com escamas lisas, que lhe dão um aspecto brilhante.
O que lhe dá o nome de Cobra-de-Pernas-Pentadáctila e que também é bastante peculiar, são os seus membros, que têm um tamanho reduzido e contam com 5 dedos. A cor de uma cobra dessas pode ser descrita como escura, puxando para um castanho e podendo chegar a ter tons mais claros num estilo acinzentado.
Os habitats preferidos da Cobra-de-Pernas-Pentadáctila são as áreas secas e de latitude mais baixa. As zonas arenosas e pedregosas são as mais frequentadas por esses animais, e o fato de ser mais ou menos aberta a vegetação não se constitui um problema para esse tipo de cobra.
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Re: carnívoros de portugal

Mensagem  savinti69 em Seg Dez 03, 2012 3:54 pm

Cobra-rateira


Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Reptilia Ordem: Serpentes Família: Colubridae Sub-família: Psammophiinae
Género: Malpolon Espécie: M. monspessulanus
Excelente nadadora, pode por vezes observar-se a atravessar massas aquáticas de dimensões consideráveis, seja para fugir ou para caçar. É igualmente ágil e trepadora. O seu principal meio de defesa consiste na fuga. Quando ameaçada, pode tornar-se agressiva, ergue a cabeça, sopra e morde. Produz um forte veneno neurotóxico mas, apesar disso, não é perigosa para o homem pois é opistoglifa (dentes inoculadores do veneno situados na região posterior da boca).
Tamanho- 2 mts. (maior cobra portuguesa)
Alimentação- Outras cobras, roedores, lagartixas, juvenis de coelhos e sardões.
Hábitos- diurna, embora no Verão se torne crepuscular.
Reprodução- Primavera. As cópulas ocorrem entre Maio e Junho e 1 mês depois, as fêmeas põem entre 4-20 ovos debaixo de pedras, manta morta ou em tocas de roedores ou de coelhos. A incubação demora 2 meses.
Habitat- Todo o território.


Cobra-de-água-viperina


Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Reptilia Ordem: Serpentes Família: Colubridae Género: Natrix Espécie: N. maura
Quando ameaçadas podem fingir-se de mortas, libertar substâncias de cheiro desagradável, aumentar a cabeça tornando-a mais triangular (aspecto de víbora) e emitir silvos.
Tamanho- 65cm a 70cm
Alimentação- Alimenta-se essencialmente na água, ingerindo anfíbios, peixes pequenos e invertebrados.
Hábitos- Diurnos, estando activa entre Março e Outubro. A sua actividade pode ser terrestre ou aquática, contudo, não é muito ágil em terra.
Reprodução- Primavera. As fêmeas pode ter múltiplos acasalamentos e em geral depositam os seus ovos (4-32) entre Junho e Julho. A postura é colocada entre as raízes de arbustos e material em decomposição. A eclosão demora 1-3 meses a ocorrer.
Habitat- Todo o território.


Cobra-de-água-de-colar



Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Reptilia Ordem: Squamata Família: Colubridae Género: Natrix Espécie: N. natrix
Os seus mecanismos de defesa consistem na libertação de uma substância de cheiro desagradável e pode fingir-se de morta, adoptando posições de ventre exposto, boca aberta e permanecendo imóvel. É uma espécie Aglifa pelo que não é perigosa para o homem.
Tamanho- 1mt a 1,2mts
Alimentação- Invertebrados, anfíbios e peixes.
Hábitos- Diurnos e está activa de Março a Outubro. Tem actividade tanto terrestre como aquática, sendo muito ágil, veloz e boa nadadora.
Reprodução- Primavera e Outono. As fêmeas depositam 6-70 ovos entre Junho e Julho, debaixo de troncos estrume e em buracos naturais. Por vezes, a postura é comunal, observando-se no mesmo local, centenas de ovos. A eclosão ocorre 1-2 meses depois.
Habitat- Quase todo o território, quase sempre junto a cursos de água, lagoas ou charcos, preferencialmente em bosques, zonas agrícolas e matagais. Pode encontrar-se também em águas salobras.


Víbora-cornuda



Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Reptilia Ordem: Squamata Família: Viperidae Género: Vipera Espécie: V. latastei
Como mecanismo de defesa usa a fuga, embora quando ameaçada sopre e tente morder.
Produz um veneno de propriedades proteolíticas, perigoso mesmo para o ser humano- espécie solenoglifa (possui os dentes inoculadores do veneno situados na região anterior da boca). Se encontrar alguma, não se aproxime, ela vai tentar fugir rapidamente. No entanto, se for mordido por uma destas cobras, não corra e tente ficar calmo, para evitar que o veneno se espalhe e procure imediatamente um hospital, principalmente se a vítima for uma criança, um idoso ou alguém com doenças crónicas. Ao chegar ao hospital, tente descrever a cobra, para o médico poder fazer o tratamento necessário com antídotos, de forma a que a vida da vítima não seja posta em perigo, nem fiquem lesões graves para o resto da vida. A grande maioria da sua actividade desenvolve-se no solo, onde se desloca por meio de ondulações lateriais do corpo que conduzem ao ziguezaguear característico destes animais. Todavia, em casos de necessidade, trepa com facilidade a arbustos, sobre os quais permanece imóvel durante bastante tempo.
Tamanho- 70cm.
Alimentação- Micromamíferos, lagartixas, juvenis de sardões, aves, anfíbios e insectos.
Hábitos- Diurnos, no entanto, pode apresentar actividade crepuscular ou nocturna durante o Verão. Tem um período de hibernação desde finais de Outubro-Novembro até Fevereiro-Março.
Reprodução- Primavera. É uma espécie ovovivípara em que a fêmea origina 5-8 crias no final do verão.
Habitat- Por todo o território. Frequenta sobretudo em locais rochosos ou pedregosos, em zonas montanhosas mais expostas e normalmente viradas a sul. Habita também em locais com solos arenosos e com certa vegetação que lhe serve de refúgio. Habita bosques pouco densos, carvalhais, pinhais e zonas de matagal.


Víbora-de-seoane



Reino: Animalia Filo: Chordata Classe: Reptilia Ordem: Squamata Família: Viperidae Género: Vipera Espécie: V. seoanei
Espécie endémica do norte da Península Ibérica, restringe-se em Portugal às serras de Castro Laboreiro, Soajo e Tourém. Atinge 50–60 cm. Essencialmente diurna, pode ser nocturna nos meses quentes. O seu veneno pode causar edema, eritema, taquicardia, hipotensão, vómitos e convulsões. Alimenta-se de micro-mamíferos, lagartos, anfíbios e aves.
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